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Publicado por fitoenergetico em 20/01/2009
Dois anos após morte de modelo, centro antianorexia da SPFW não saiu do papel
Projeto previa construção de centro de reabilitação em parceria com a USP.
São Paulo Fashion Week afirma que falta de verba emperrou a iniciativa.
Mais de dois anos após a morte por anorexia da modelo Ana Carolina Reston, o projeto de um centro contra distúrbios alimentares planejado entre a São Paulo Fashion Week e a Universidade de São Paulo ainda não saiu do papel. O psiquiatra Táki Cordás, responsável pelo ambulatório do Hospital das Clínicas da USP, reclama de descaso por parte da empresa responsável pelo evento. A organização da SPFW responde que espera apoio financeiro para transformar o projeto em realidade.Ana Carolina morreu de infecção generalizada em novembro de 2006 aos 21 anos de idade, após passar mais de um mês internada com insuficiência renal causada pela falta de comida. A modelo de 1,72 m de altura se recusava a comer, apesar de estar com apenas 40 quilos.“Quando a menina morreu, todo mundo foi nos jornais para falar. As agências saíram dizendo que mudariam as regras, os eventos prometeram grandes iniciativas”, lembrou Cordás em entrevista ao G1 dada antes da última edição da São Paulo Fashion Week, em junho de 2008. “Esses programas de prevenção anunciados na época só serviram para fazer uma cortina de fumaça após a morte da modelo. Hoje, as meninas continuam morrendo”, afirmou o médico na ocasião.Nesta semana, quando ocorre a edição outono-inverno 2009 do maior evento de moda do país , o G1 voltou a conversar com o psiquiatra, que informou que as coisas continuam na mesma. “Nunca mais [fui procurado]”, afirmou Cordás.
O médico é quem responde pelo maior centro de tratamento de transtornos alimentares da América Latina – o Ambulim (Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares). No início de 2007, logo após a morte de Ana Carolina, ele foi procurado pela organização da São Paulo Fashion Week para ajudar a montar um centro de recuperação de pacientes com anorexia e bulimia. “É vergonhoso. Eu me dediquei a esse projeto, disponibilizei meus profissionais, montamos tudo e não deu em nada. Nem satisfação. Ficou por isso mesmo”, reclama o médico.
A organização do evento confirma que o projeto está parado, mas diz que é por falta de dinheiro. “Em nenhum momento, a São Paulo Fashion Week afirmou que tinha condições financeiras de bancar isso”, afirmou ao G1 Bell Kranz, a coordenadora das iniciativas contra transtornos alimentares da SPFW.
“Tivemos dificuldade de captação de recursos para esse projeto”, diz Kranz, que confirmou não ter tido mais contato com a equipe da USP. “Estamos abertos até para o Ambulim nos ajudar a disponibilizar esses recursos”, declara a coordenadora.
Cartilhas
Desde a morte da modelo, a São Paulo Fashion Week oferecia cartilhas com dicas de alimentação saudável às modelos. Esta edição é a primeira desde então a não oferecer o material. “Nós digitalizamos os dados das cartilhas e agora estamos colocando essas mensagens nos telões antes dos desfiles e em todo o pavilhão da Bienal”, diz Kranz.
Uma nova cartilha de alerta contra distúrbios alimentares, cujo tema ainda não foi decidido, também está sendo preparada, diz ela, mas ainda não tem data de publicação definida.
Fonte G1
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Publicado por fitoenergetico em 16/01/2009
Na última década, o problema da obesidade infantil vem preocupando os médicos e os profissionais da saúde.O Ministério da Saúde e a Organização Pan- Americana de Saúde em pesquisa recente demonstraram que 15% dos meninos e meninas do Brasil são obesos, nos anos 80 apenas 3% delas eram obesas.
Provavelmente este quadro se deve ao sedentarismo das crianças que hoje se confinam em suas casas na frente da televisão, videogame, computador e comendo guloseimas hipercalóricas que prejudicam a alimentação necessária e balanceada.
As nossas crianças antigamente gastavam calorias brincando: de correr, de pular cordas, de soltar pipas, de cabra cega, enfim gastando energia e controlando a obesidade.Hoje devido a violência urbana temos que prender nossos filhos dentro de quatro paredes ou levá-los a clubes ou academias.
O fato de comer guloseimas ao invés de alimentos sadios tem levado as crianças brasileiras a um estado alarmante de anemia que se assemelha a crianças da Índia que não comem carne por motivos religiosos.Muitas vezes se troca uma alimentação saudável por um doce ou um sanduíche, um suco de frutas por um refrigerante, muitos pais acham natural que seus filhos prefiram uma torta de morangos a comer uma salada de folhas verdes.
Os pais não podem se esquecer que a criança se proteja totalmente no modelo alimentar dos pais e não sabem distinguir o que é saudável ou não.Algumas vezes a obesidade começa cedo, muitas vezes o bebê recebe uma mamadeira reforçada e engrossada com farinhas todas as vezes que chora, condicionando-o a receber comida sempre que precisar lidar com alguma frustração.
É muito comum o indivíduo quando está ansioso procurar a geladeira para se acalmar, devora tudo que seu tubo digestivo pode suportar e depois vais se deitar tranquilo e sossegado como um anjo.Com toda certeza esta problemática de compensação emocional se iniciou na infância.
A obesidade possui etiologia multifatorial, inclusive de fundo genético, relacionado com aspectos emocionais, ambientais, culturais e sociais.Apenas uma pequena parcela da população apresentam realmente alguma alteração endócrina que justificaria um quadro de obesidade, na maioria dos casos o que ocorre realmente é o erro alimentar.
Hoje sabemos da importância de se fazer uma prevenção da obesidade infantil para se evitar futuros problemas, principalmente no sistema cardiovascular.
A dieta ideal deveria ser composta de : cereais, tubérculos, raízes, pães, massas, que fornecem carboidratos necessários para o crescimento da criança e devem ser ingeridas de 6 a11 porções diárias; frutas devem ser ingeridas de 2 a 4 porções, vegetais 3 a 5 porções; carnes, aves, peixe, ovos, feijão, e nozes 2 a 3 porções; laticínios 2 a 3 porções e óleo, gordura e açúcar esporadicamente.
Esta orientação é extraída do “Guia Alimentar da Pirâmide” proposta pelo “Departamento de Agricultura dos EUA, em 1992.A Pirâmide dos Alimentos é um instrumento visual simples e prático que oferece conceitos alimentares importantes como variedades, proporção e, moderação.A realidade da alimentação infantil está reproduzida nesta Pirâmide Alimentar porem de forma invertida. As crianças ingerem muito mais açúcar nos doces, refrigerantes, biscoitos, chocolates, que são alimentos que engordam e não fornecem nutrientes, são as chamadas “calorias vazias”.
Os derivados do leite são consumidos em excesso e correspondem por mais da metade da alimentação diária de uma criança.O consumo de ferro é menor que a necessidade diária e tem um agravante que é, para que ocorra a fixação do ferro ( do feijão, carnes, nozes, etc.) necessitamos o acompanhamento da vitamina B12 ( presente nos alimentos de origem animal).Portanto a criança terá anemia séria se não comer de forma correta e muitas vezes o que encontramos são crianças obesas e anêmicas.O consumo de frutas e fibras é inexpressivo, embora as vitaminas e fibras sejam essenciais na fase de crescimento e na saúde das crianças.
Infelizmente o Brasil, na obesidade, só perde para os Estados Unidos, ocupamos um segundo lugar mundial em crianças menores de 10 anos ( EUA =20% de crianças obesas e Brasil = 15%).Os índices de anemia do Brasil são surpreendentes e similares aos encontrados na índia, em crianças menores que 10 anos temos no Brasil cerca de 46% de anêmicos e na índia 53%.
Para se entender a gravidade deste quadro é preciso saber que a obesidade infantil atrapalha o crescimento da criança e pode provocar má-formações das articulações dos quadris e alterações dos discos intervertebrais.Já a anemia pode provocar uma gama imensa de problemas dos mais diversos como: palidez, cansaço aos esforços, tontura, fraqueza, indisposição, anorexia e até alterações do desenvolvimento intelectual da criança.
A criança gordinha é sempre admirada e tida como bonita, porem quando se torna adolescente este charme dos quilos a mais vira pesadelo e se inicia uma verdadeira corrida a médicos para perder peso e se livrar da discriminação.A criança gorda será o adulto obeso já diz o ditado popular. O interessante é que a obesidade e a anemia não são o privilégio só da classe baixa. Estas patologias também estão presentes nas famílias mais abastadas.
Hoje a geladeira da família brasileira estão cheias de comidas semi- prontas, industrializadas, enlatados, salgadinhos, doces, sorvetes e se tornou um hábito frequente comer em lanchonetes.Devemos implantar um cardápio balanceado para todas as refeições e aplicar uma rígida disciplina na alimentação, eliminando as possibilidades de trocar as refeições por guloseimas.O cardápio elaborado deverá ser seguido por toda a família sem exceção, pois é impraticável os pais comerem uma refeição e os filhos outra.
Negar um chocolate para o filho ou uma bala ou um doce, não é tarefa fácil. O ideal é não ter em casa à disposição e pensar que quando se adquire um hábito saudável o jovem o levará para o resto de sua vida.
O prognóstico da obesidade dependerá do intercâmbio entre o paciente, familiares e médico, esta relação harmoniosa é que vai garantir adesão ao tratamento com resultados finais satisfatórios e efici6entes.Desta forma estaremos prevenindo o bem estar emocional e físico de nossos filhos e a criação e incorporação de hábitos saudáveis para uma vida longa.
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Publicado por fitoenergetico em 16/01/2009
Problema silencioso, o mau colesterol contribui para o surgimento de diversas doenças, principalmente do coração
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Segundo pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, 21,6% dos brasileiros têm taxas elevadas de colesterol. Ou seja, um em cada cinco brasileiros possui taxas acima de 200 mg/dl, nível considerado perigoso pelas entidades internacionais de saúde. Os índices normais de LDL, tanto para homens quanto para mulheres, variam de 50% a 190%.
As taxas servem como um alerta. “Quando a taxa está muito alta, as doenças mais comuns são a aterosclerose, doenças cardíacas e derrame cerebral”, diz o cardiologista Artur Lemos, especialista em medicina ortomolecular do Rio de Janeiro.
Como o colesterol é um
Em termos técnicos, colesterol é um tipo de gordura do sangue presente nas células do organismo. Ele é o responsável pela produção de muitas substâncias que fazem parte do nosso corpo, incluindo alguns hormônios e ácidos biliares. Hormônios sexuais masculinos e femininos, a testosterona e o estrogênio respectivamente, se devem à existência do colesterol.
A gordura
As gorduras não se misturam com líquidos, o colesterol não se dissolve no sangue. Assim, é importante saber que o colesterol se divide em dois tipos: colesterol HDL, ou bom colesterol; e colesterol LDL, ou mau colesterol.
Cada um tem funções específicas no organismo. “Existe essa divisão entre bom e mau porque o colesterol bom tem a vantagem de ir direto para o fígado. Dessa forma, sofre uma queima que destrói as substâncias gordurosas. Já o colesterol LDL, ou mau colesterol, fica circulando pelas artérias, formando placas de gorduras que impedem a circulação sanguínea”, ensina Artur Lemos.
Todas as pessoas apresentam colesterol, por isso o importante é saber a taxa correta. Para isso, é preciso fazer exames específicos. “Às vezes a pessoa produz colesterol em demasia. Quando começa a sobrar, geralmente é por falha genética”, afirma o cardiologista.
Até que os sintomas comecem a aparecer leva tempo. “O mau colesterol leva uns 20 a 30 anos para se formar no corpo. Você só vai saber que tem quando estiver doente, ou se por acaso fizer um teste de esforço. Por isso é importante fazer investigações periódicas para saber como está sua saúde”, indica.
É bom saber que nem sempre pacientes com níveis elevados de mau colesterol no sangue precisam submeter-se indefinidamente aos medicamentos para evitar as complicações. Isso porque o aumento da gordura no sangue em geral está relacionado ao estilo de vida pouco saudável das pessoas.
O tabagismo, o estresse, o consumo de gordura, de carnes vermelhas e de frituras são fatores agravantes. Seguir uma dieta mais saudável é imprescindível para manter as taxas em níveis aceitáveis. Por isso, os médicos recomendam aumentar a quantidade de frutas, verduras e legumes, fazer exercícios e perder peso. De preferência com acompanhamento de especialista.
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Publicado por fitoenergetico em 16/01/2009
Recomendaçõcs americanas e europeias de que uma dieta saudável é aquela que não contém mais de 30% de gorduras sofreram críticas por parte de nutricionistas no simpósio “Creta, a Grécia e as Dietas Mediterrânicas Saudáveis”, realizado em Creta.
O Dr. Meir Stampfer, Professor Associado de Epidemiologia, na Harvard School of Public Health e Professor Assistente de Medicina, na Harvard Medical School em Boston Massachussets, nos E.U.A, considerou que o limite de 30 por cento poderá ser potencialmente perigoso, na medida que as pessoas tentam reduzir tanto as gorduras nocivas como as gorduras benéficas.
As gorduras possuem aracterísticas diferentes e uma dieta rica em azeite, por exemplo, baixa o colesterol tota e o colesterol LDL (colesterol de lípidos de baixa densidade), sem baixar o HDL (colesterol de lípidos de alta densidade). Isto contrasta com uma dieta de hidratos de carbono refinados, os quais, se forem utilizados como substitutos das gorduras, tendem a baixar o HDL e a subir os triglicéridos. Para além disso, é o LDL oxidado que gera as alterações nas artérias que caracterizam a doença cardíaca. O azeite tem propriedades anti-oxidantes que protegem o LDL da oxidação.
O Dr. Stampfer achou que o limite de 30 por cento do total de gorduras estava a desviar a atenção de questões mais importantes, tais como o aumento da actividade fisíca, a ingestão de legumes e frutas e a redução de ácidos gordos trans e saturados.
“Quando se consideram os efeitos adversos que uma dieta rica em hidratos de carbono exerce sobre os lípidos e os efeitos diferenciais de diferentes gorduras sobre o colesterol e o HDL, não se encontra um apoio generalizado para uma redução no total de gordura, mas antes um bom apoio para a alteração dos tipos de gorduras na dieta”.
A Professora Antonia Trichoupoulou, Professora de Nutrição e Bioquímica na Athens School of Public Health e líder do World Health Organization Collaborating Center for Nutrition, considerou que estas mesmas directrizes “bastante influenciadoras para opinião” estão a ajudar a destruir a sadável dieta Mediterrânica tradicional nos respectivos países de origem, tendencialmente pobres e à adopção das directrizes em vigor noutros países.
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Publicado por fitoenergetico em 16/01/2009
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Seguir dietas publicadas em revistas de grande circulação pode ser um risco para a saúde. Esse é o principal resultado de um estudo feito com publicações não-científicas por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo e publicada na edição de setembro dos Cadernos de Saúde Pública.
As pesquisadoras Olga Maria Amancio e Daniela Chaud analisaram 112 dietas, todas publicadas em 2002 por revistas populares durante oito meses seguidos. O periódico A, como as pesquisadoras chamaram uma das publicações (os títulos reais foram omitidos), tem 13 anos de circulação e tiragem superior a 300 mil exemplares. O periódico B, com circulação de 120 mil, existe há seis anos.
“Todas as dietas se mostraram inadequadas em relação a uma ou mais das substâncias avaliadas. Menos de 25% das dietas apresentaram distribuição adequada de macronutrientes”, escreveram as pesquisadoras no artigo. Houve um predomínio nos níveis inadequados de cálcio (85,7%), ferro (97,3%) e vitamina E (91,9%). Para analisar os nutrientes de todas as dietas, as pesquisadoras usaram o programa Virtual Nutri. Os teores de micronutrientes foram comparados aos Dietary Reference Intakes, da Academia Norte-americana de Ciências.
Das 112 dietas analisadas, 95 recomendavam a ingestão de quantidades baixas de cálcio. Em uma delas, a quantidade indicada estava acima do limite máximo recomendado pelos nutricionistas. Segundo as autoras do estudo, concentrações altas ou baixas de minerais e vitaminas são situações indesejáveis. Além disso, podem causar interações negativas com outras vitaminas e outros minerais.
Outro ponto considerado negativo pelas pesquisadoras da Unifesp está relacionado com as instruções publicadas em conjunto com as dietas. A duração de sete dias, por exemplo, que é normalmente a que mais predomina nos periódicos é insuficiente para uma perda de peso gradual e saudável, explicam.
Entre toda a amostra, apenas uma única dieta, publicada pelo periódico B, estava realmente balanceada dentro dos padrões nutricionais e bioquímicos, segundo o estudo feito. As 1.387 calorias estavam distribuídas em 57,83% de carboidratos, 15,51% de proteínas e 26,66% de lipídios. Além disso, estavam presentes 278,22 miligramas de colesterol, 19,36 miligramas de ferro, 1.145,5 miligramas de cálcio e 26,62 miligramas de vitamina E.
Para as pesquisadoras, a conclusão das análise das dietas é uma só: “Não deveria ser permitido que publicações não-científicas anunciassem dietas para perda de peso que não apresentassem também uma composição química adequada”, afirmam. As dietas, da forma como que foram anunciadas, podem induzir, segundo o artigo, à adoção de práticas arriscadas de alimentação.
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Fonte: FAPESP |
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Publicado por fitoenergetico em 16/01/2009
O câncer bucal é um tumor maligno que se desenvolve a partir de uma célula que sofre uma série de alterações genéticas. Essas alterações influenciam a diferenciação, o crescimento e a morte celular. A célula “defeituosa”, diferentemente das outras, passa a se multiplicar desordenadamente, transformando-se num corpo estranho ao organismo.
O câncer bucal é comum?
Sim, a incidência mundial de câncer bucal varia de país para país (2% a 8%). Canadá, Austrália e França têm taxas elevadas. A Índia é o país de mais alta incidência (48% a 70%) devido a práticas culturais exóticas, como o hábito de colocar o cigarro com a ponta acessa voltada para o interior da boca e o uso do betel. No Brasil, as taxas são elevadas (INCA -Instituto Nacional do Câncer, Ministério da Saúde, Brasil).
Quais são os fatores de risco para o câncer bucal?
Os principais fatores de risco são: uso do tabaco, consumo freqüente de bebidas alcoólicas e exposição excessiva à radiação solar. Alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento do câncer bucal, como: má higiene bucal; dentes quebrados; próteses removíveis parciais ou totais mal adaptadas, com conseqüentes irritantes locais; dieta pobre em vitaminas A, C, E e o vírus HPV (papilomavírus humano). Outros fatores ainda estão sendo estudados para se verificar sua relação com o câncer bucal, como: o uso de chimarrão, o consumo de carne grelhada (churrasco) e a fumaça do fogão de lenha.
Se diagnosticado precocemente, quais as chances de cura do câncer bucal?
Quanto mais cedo for descoberto e adequadamente tratado, maior será a chance de cura e sobrevida do pa- ciente. A expectativa de cura varia de 85% a 100% quando o câncer é diagnosticado e tratado na fase inicial.
Como proceder ao auto-exame da boca?
Diante de um espelho, após retirar próteses ou outros aparelhos removíveis: 1) veja se em seu rosto há algum sinal que você não notou antes; 2) observe no lábio se há manchas ou feridas; 3) puxe o lábio de baixo e examine-o por dentro; faça o mesmo com o lábio de cima; 4) abra a boca e estique a bochecha; faça isso dos dois lados; 5) ponha a língua para fora e observe sua parte de cima; 6) puxe a ponta da língua para o lado direito e depois para o lado esquerdo e observe as laterais da língua; 7) coloque a ponta da língua no céu da boca e examine a parte de baixo da língua e o assoalho da boca; incline a cabeça para trás e examine o céu da boca; 9) ponha a língua pra fora, diga “A, A, A,…” e observe a garganta.
Quais os sinais indicativos de alguma “anormalidade” na boca?
Feridas que não cicatrizam em 2 semanas; manchas brancas, vermelhas ou negras; carnes crescidas; caroços; bolinhas duras e inchaço na boca; dificuldade para movimentar a língua; sensação de dormência na língua; dificuldade para engolir. A presença de qualquer um desses sinais merece um exame mais detalhado, com encaminhamento do paciente ao cirurgião-dentista estomatologista.
Qual a freqüência recomendada para a realização do auto-exame da boca?
Para pessoas não-fumantes, recomenda-se fazer o auto-exame bucal a cada 6 meses e, para os fumantes, a cada 3 meses. O ideal é fazer 1 vez por mês para que qualquer alteração da normalidade da boca seja prontamente detectada.
Qual profissional deve ser procurado caso o paciente encontre alguma lesão na boca?
O cirurgião-dentista estomatologista é quem diagnostica e trata todas as lesões e doenças bucais. No caso de câncer bucal, após diagnóstico, o paciente é encaminhado para tratamento em centros especializados em Oncologia ou para o médico oncologista.
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