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    Importancia da Água no organismo – Plantas Medicinais

    Publicado por fitoenergetico em 21/01/2009

    A seguir, reproduziremos um caso relatado pelo Dr. Ícaro Alves Alcântara – Médico docente da disciplina SEMIOLOGIA do UNICEUB – Centro Universitário de Brasília.

    Há cerca de um ano, atendi no HFA uma senhorita dos seus “quase 30 anos” com uma ENXAQUECA bastante comum: Cefaléia (Dor de cabeça).

    A paciente relatava que já havia passado por otorrinos, oftalmo, neuro, clínico e até endocrinologista, com as prescrições dos mais diversos tratamentos e a presunção de várias hipóteses diagnósticas, sem qualquer melhora, entretanto.

    Durante sua consulta, entre várias perguntas habituais, questionei o quanto de ÁGUA ela bebia por dia e de que forma (ou seja, com qual periodicidade).

    A mesma me afirmou que bebia pouquíssima água, porque não sentia sede, principalmente à noite.

    Após várias outras perguntas, suspendi todos os
    medicamentos e disse-lhe que ela precisava apenas tomar água adequadamente.

    Um tanto quanto descrente, ela voltou para casa.

    Após apenas uma semana, retornou referindo que não sentia mais dor de cabeça, que seu intestino funcionava melhor e que sua disposição havia
    melhorado.

    Milagre?

    Não. Bom senso. Mudanças ou adequação de hábitos em nossas vidas.

    Todos nós sabemos o quanto é importante uma ingestão adequada de água diariamente, mas quase sempre negligenciamos.

    Todos os organismos vivos apresentam de 50% a 90% de água em si.

    O próprio corpo humano é constituído em 70% por água que, em constante movimento, hidrata, lubrifica, aquece, transporta nutrientes, elimina toxinas e repõe energia, entre inúmeras outras utilidades.

    Preconiza-se o número de 1 copo de 200ml de água por hora em que se estiver acordado.

    Assim sendo, a ingestão de água deve ser independente da sede, constante e rigorosa.

    E não adianta deixar para tomar os 2 a 3 litros necessários diariamente de uma só vez.

    Estudos mostram que o estômago capacita apenas 12ml/kg/hora, ou seja um adulto não conseguirá tomar mais de um litro de uma só vez sem “passar mal”.

    Se você ainda não se convenceu, observe:

    -desvitalização dos cabelos;

    -descamação do couro cabeludo;

    -distúrbios de concentração;

    -sono e memória, com perda da disposição para realização das atividades diárias, em virtude da circulação cerebral por baixa quantidade de água que faz o sangue ficar mais “viscoso” e “grosso”, de circulação mais lenta;

    -ressecamento dos olhos e tecido das vias aéreas que com baixa umidade, sofrem lesões com mais facilidade por ficarem mais frágeis, assim tornando-se mais propensos a

    -inflamações e -infecções;

    -conjuntivites;

    -sinusites;

    -bronquites;

    -pneumonias;

    -lesões da pele com aparecimento de cravos e espinhas pela não eliminação adequada das toxinas via pele e seu acúmulo local;

    -queda e enfraquecimento dos pêlos;

    -baixa produção de saliva;

    -distúrbio no aproveitamento adequado
    de vitaminas e sais minerais, com excesso em alguns lugares e falta em outros, levando a cãibras, dormências, perdas de força muscular e problemas ósseos dentais;

    -respiração dificultada, por vezes levando à falta de ar, sobretudo nos exercícios físicos;

    -constipação e por vezes, sangramento retal (devido a fezes ressecadas, endurecidas que lesam o tecido intestinal ao moverem-se em seu interior);

    -impotência ou disfunções eréteis ou, no caso das mulheres, sangramentos vaginais.

    É certo que há água nos alimentos, mesmo os sólidos, mas a complementação da ingestão diária de água deve ser feita, periodicamente, conforme já disposto.

    Uma forma de se observar se a quantidade de água é adequada, é observar a cor da urina, que deve ser incolor. Quanto mais forte, pouca ingestão de água está sendo feita.

    Vale lembrar que é sempre bom evitar bebidas alcoólicas, ou não alcoólicas, que apesar de serem diuréticas evitam que se beba a água.

    Evite também, a ingestão de água pelo menos meia hora antes do almoço, para não prejudicar a digestão.

    Uma curiosidade:

    Há trabalhos científicos evidenciando que muitos
    tratamentos com medicações orais, sobretudo anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal e anti-hipertensivos não alcançam o devido sucesso em virtude da baixa ingestão de água por parte do paciente; isto se deveria tanto à má circulação da substância pelo corpo quanto à má absorção da
    mesma no intestino, processo este dependente da água como veículo de transporte para a substância.

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    Câncer de Mama – Plantas Medicinais

    Publicado por fitoenergetico em 21/01/2009

    Uma pesquisa realizada por especialistas israelenses sugere que se sentir feliz e ter uma atitude positiva diante da vida pode ser uma arma eficaz na prevenção contra o câncer de mama.

    A equipe, da Universidade de Ben-Gurion, afirma que mulheres que se dizem felizes têm menos chances de desenvolver a doença, enquanto as que viveram eventos traumáticos estão mais vulneráveis a desenvolver o tumor.

    Os especialistas entrevistaram mais de 250 mulheres com idades entre 25 e 45 anos, diagnosticadas com câncer de mama.

    As pacientes responderam a perguntas sobre sua atitude em relação à vida e se tinham passado por episódios tristes, como a morte de um membro da família ou outro acontecimento traumático.

    Os resultados foram comparados com as de um outro grupo de voluntárias saudáveis. Os cientistas observaram que as mulheres que se declararam mais otimistas tinham 25% menos chances de apresentar câncer de mama.

    “Descobrirmos que o sentimento de felicidade e otimismo tem um efeito de proteção”, disseram os pesquisadores.

    Ainda segundo eles, um único evento traumático não influencia no desenvolvimento da doença, mais duas ou mais crises pessoais aumentam os riscos da doença em dois terços.

    Os cientistas esclareceram que o fato de as entrevistas terem ocorrido pouco depois do diagnóstico pode ter levado as pacientes a darem respostas “mais nostálgicas e negativas sobre o seu passado”.

    Mas insistiram que vivenciar mais de um evento traumático é um fator de risco para o câncer de mama.
    Os especialistas disseram, entretanto, que a ligação entre o estado mental e os sistemas imunológico e hormonal ainda não é clara e que outros estudos são necessários.

    Pesquisas anteriores sugeriram que o estresse pode aumentar os níveis de estrogênio em mulheres, um hormônio que pode desencadear e alimentar o câncer.

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    Obsidade Infantil – Plantas Medicinais

    Publicado por fitoenergetico em 16/01/2009

    Na última década, o problema da obesidade infantil vem preocupando os médicos e os profissionais da saúde.O Ministério da Saúde e a Organização Pan- Americana de Saúde em pesquisa recente demonstraram que 15% dos meninos e meninas do Brasil são obesos, nos anos 80 apenas 3% delas eram obesas.

    Provavelmente este quadro se deve ao sedentarismo das crianças que hoje se confinam em suas casas na frente da televisão, videogame, computador e comendo guloseimas hipercalóricas que prejudicam a alimentação necessária e balanceada.

    As nossas crianças antigamente gastavam calorias brincando: de correr, de pular cordas, de soltar pipas, de cabra cega, enfim gastando energia e controlando a obesidade.Hoje devido a violência urbana temos que prender nossos filhos dentro de quatro paredes ou levá-los a clubes ou academias.

    O fato de comer guloseimas ao invés de alimentos sadios tem levado as crianças brasileiras a um estado alarmante de anemia que se assemelha a crianças da Índia que não comem carne por motivos religiosos.Muitas vezes se troca uma alimentação saudável por um doce ou um sanduíche, um suco de frutas por um refrigerante, muitos pais acham natural que seus filhos prefiram uma torta de morangos a comer uma salada de folhas verdes.

    Os pais não podem se esquecer que a criança se proteja totalmente no modelo alimentar dos pais e não sabem distinguir o que é saudável ou não.Algumas vezes a obesidade começa cedo, muitas vezes o bebê recebe uma mamadeira reforçada e engrossada com farinhas todas as vezes que chora, condicionando-o a receber comida sempre que precisar lidar com alguma frustração.

    É muito comum o indivíduo quando está ansioso procurar a geladeira para se acalmar, devora tudo que seu tubo digestivo pode suportar e depois vais se deitar tranquilo e sossegado como um anjo.Com toda certeza esta problemática de compensação emocional se iniciou na infância.

    A obesidade possui etiologia multifatorial, inclusive de fundo genético, relacionado com aspectos emocionais, ambientais, culturais e sociais.Apenas uma pequena parcela da população apresentam realmente alguma alteração endócrina que justificaria um quadro de obesidade, na maioria dos casos o que ocorre realmente é o erro alimentar.

    Hoje sabemos da importância de se fazer uma prevenção da obesidade infantil para se evitar futuros problemas, principalmente no sistema cardiovascular.

    A dieta ideal deveria ser composta de : cereais, tubérculos, raízes, pães, massas, que fornecem carboidratos necessários para o crescimento da criança e devem ser ingeridas de 6 a11 porções diárias; frutas devem ser ingeridas de 2 a 4 porções, vegetais 3 a 5 porções; carnes, aves, peixe, ovos, feijão, e nozes 2 a 3 porções; laticínios 2 a 3 porções e óleo, gordura e açúcar esporadicamente.

    Esta orientação é extraída do “Guia Alimentar da Pirâmide” proposta pelo “Departamento de Agricultura dos EUA, em 1992.A Pirâmide dos Alimentos é um instrumento visual simples e prático que oferece conceitos alimentares importantes como variedades, proporção e, moderação.A realidade da alimentação infantil está reproduzida nesta Pirâmide Alimentar porem de forma invertida. As crianças ingerem muito mais açúcar nos doces, refrigerantes, biscoitos, chocolates, que são alimentos que engordam e não fornecem nutrientes, são as chamadas “calorias vazias”.

    Os derivados do leite são consumidos em excesso e correspondem por mais da metade da alimentação diária de uma criança.O consumo de ferro é menor que a necessidade diária e tem um agravante que é, para que ocorra a fixação do ferro ( do feijão, carnes, nozes, etc.) necessitamos o acompanhamento da vitamina B12 ( presente nos alimentos de origem animal).Portanto a criança terá anemia séria se não comer de forma correta e muitas vezes o que encontramos são crianças obesas e anêmicas.O consumo de frutas e fibras é inexpressivo, embora as vitaminas e fibras sejam essenciais na fase de crescimento e na saúde das crianças.

    Infelizmente o Brasil, na obesidade, só perde para os Estados Unidos, ocupamos um segundo lugar mundial em crianças menores de 10 anos ( EUA =20% de crianças obesas e Brasil = 15%).Os índices de anemia do Brasil são surpreendentes e similares aos encontrados na índia, em crianças menores que 10 anos temos no Brasil cerca de 46% de anêmicos e na índia 53%.

    Para se entender a gravidade deste quadro é preciso saber que a obesidade infantil atrapalha o crescimento da criança e pode provocar má-formações das articulações dos quadris e alterações dos discos intervertebrais.Já a anemia pode provocar uma gama imensa de problemas dos mais diversos como: palidez, cansaço aos esforços, tontura, fraqueza, indisposição, anorexia e até alterações do desenvolvimento intelectual da criança.

    A criança gordinha é sempre admirada e tida como bonita, porem quando se torna adolescente este charme dos quilos a mais vira pesadelo e se inicia uma verdadeira corrida a médicos para perder peso e se livrar da discriminação.A criança gorda será o adulto obeso já diz o ditado popular. O interessante é que a obesidade e a anemia não são o privilégio só da classe baixa. Estas patologias também estão presentes nas famílias mais abastadas.

    Hoje a geladeira da família brasileira estão cheias de comidas semi- prontas, industrializadas, enlatados, salgadinhos, doces, sorvetes e se tornou um hábito frequente comer em lanchonetes.Devemos implantar um cardápio balanceado para todas as refeições e aplicar uma rígida disciplina na alimentação, eliminando as possibilidades de trocar as refeições por guloseimas.O cardápio elaborado deverá ser seguido por toda a família sem exceção, pois é impraticável os pais comerem uma refeição e os filhos outra.

    Negar um chocolate para o filho ou uma bala ou um doce, não é tarefa fácil. O ideal é não ter em casa à disposição e pensar que quando se adquire um hábito saudável o jovem o levará para o resto de sua vida.

    O prognóstico da obesidade dependerá do intercâmbio entre o paciente, familiares e médico, esta relação harmoniosa é que vai garantir adesão ao tratamento com resultados finais satisfatórios e efici6entes.Desta forma estaremos prevenindo o bem estar emocional e físico de nossos filhos e a criação e incorporação de hábitos saudáveis para uma vida longa.

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    Colesterol alto – Plantas Medicinais

    Publicado por fitoenergetico em 16/01/2009

    Problema silencioso, o mau colesterol contribui para o surgimento de diversas doenças, principalmente do coração

     

     

     

     

     

    Segundo pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, 21,6% dos brasileiros têm taxas elevadas de colesterol. Ou seja, um em cada cinco brasileiros possui taxas acima de 200 mg/dl, nível considerado perigoso pelas entidades internacionais de saúde. Os índices normais de LDL, tanto para homens quanto para mulheres, variam de 50% a 190%.

    As taxas servem como um alerta. “Quando a taxa está muito alta, as doenças mais comuns são a aterosclerose, doenças cardíacas e derrame cerebral”, diz o cardiologista Artur Lemos, especialista em medicina ortomolecular do Rio de Janeiro.

    Como o colesterol é um

    Em termos técnicos, colesterol é um tipo de gordura do sangue presente nas células do organismo. Ele é o responsável pela produção de muitas substâncias que fazem parte do nosso corpo, incluindo alguns hormônios e ácidos biliares. Hormônios sexuais masculinos e femininos, a testosterona e o estrogênio respectivamente, se devem à existência do colesterol.

    A gordura

     As gorduras não se misturam com líquidos, o colesterol não se dissolve no sangue. Assim, é importante saber que o colesterol se divide em dois tipos: colesterol HDL, ou bom colesterol; e colesterol LDL, ou mau colesterol.

    Cada um tem funções específicas no organismo. “Existe essa divisão entre bom e mau porque o colesterol bom tem a vantagem de ir direto para o fígado. Dessa forma, sofre uma queima que destrói as substâncias gordurosas. Já o colesterol LDL, ou mau colesterol, fica circulando pelas artérias, formando placas de gorduras que impedem a circulação sanguínea”, ensina Artur Lemos.

    Todas as pessoas apresentam colesterol, por isso o importante é saber a taxa correta. Para isso, é preciso fazer exames específicos. “Às vezes a pessoa produz colesterol em demasia. Quando começa a sobrar, geralmente é por falha genética”, afirma o cardiologista.

    Até que os sintomas comecem a aparecer leva tempo. “O mau colesterol leva uns 20 a 30 anos para se formar no corpo. Você só vai saber que tem quando estiver doente, ou se por acaso fizer um teste de esforço. Por isso é importante fazer investigações periódicas para saber como está sua saúde”, indica.

    É bom saber que nem sempre pacientes com níveis elevados de mau colesterol no sangue precisam submeter-se indefinidamente aos medicamentos para evitar as complicações. Isso porque o aumento da gordura no sangue em geral está relacionado ao estilo de vida pouco saudável das pessoas.

    O tabagismo, o estresse, o consumo de gordura, de carnes vermelhas e de frituras são fatores agravantes. Seguir uma dieta mais saudável é imprescindível para manter as taxas em níveis aceitáveis. Por isso, os médicos recomendam aumentar a quantidade de frutas, verduras e legumes, fazer exercícios e perder peso. De preferência com acompanhamento de especialista.

     

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    Peritos criticam o limite de gorduras – Plantas Medicinais

    Publicado por fitoenergetico em 16/01/2009

    Recomendaçõcs americanas e europeias de que uma dieta saudável é aquela que não contém mais de 30% de gorduras sofreram críticas por parte de nutricionistas no simpósio “Creta, a Grécia e as Dietas Mediterrânicas Saudáveis”, realizado em Creta.

    O Dr. Meir Stampfer, Professor Associado de Epidemiologia, na Harvard School of Public Health e Professor Assistente de Medicina, na Harvard Medical School em Boston Massachussets, nos E.U.A, considerou que o limite de 30 por cento poderá ser potencialmente perigoso, na medida que as pessoas tentam reduzir tanto as gorduras nocivas como as gorduras benéficas.

    As gorduras possuem aracterísticas diferentes e uma dieta rica em azeite, por exemplo, baixa o colesterol tota e o colesterol LDL (colesterol de lípidos de baixa densidade), sem baixar o HDL (colesterol de lípidos de alta densidade). Isto contrasta com uma dieta de hidratos de carbono refinados, os quais, se forem utilizados como substitutos das gorduras, tendem a baixar o HDL e a subir os triglicéridos. Para além disso, é o LDL oxidado que gera as alterações nas artérias que caracterizam a doença cardíaca. O azeite tem propriedades anti-oxidantes que protegem o LDL da oxidação.

    O Dr. Stampfer achou que o limite de 30 por cento do total de gorduras estava a desviar a atenção de questões mais importantes, tais como o aumento da actividade fisíca, a ingestão de legumes e frutas e a redução de ácidos gordos trans e saturados.

    “Quando se consideram os efeitos adversos que uma dieta rica em hidratos de carbono exerce sobre os lípidos e os efeitos diferenciais de diferentes gorduras sobre o colesterol e o HDL, não se encontra um apoio generalizado para uma redução no total de gordura, mas antes um bom apoio para a alteração dos tipos de gorduras na dieta”.

    A Professora Antonia Trichoupoulou, Professora de Nutrição e Bioquímica na Athens School of Public Health e líder do World Health Organization Collaborating Center for Nutrition, considerou que estas mesmas directrizes “bastante influenciadoras para opinião” estão a ajudar a destruir a sadável dieta Mediterrânica tradicional nos respectivos países de origem, tendencialmente pobres e à adopção das directrizes em vigor noutros países.

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    Dietas de Revistas CUIDADO! Plantas Medicinais

    Publicado por fitoenergetico em 16/01/2009

     
     

     

    Seguir dietas publicadas em revistas de grande circulação pode ser um risco para a saúde. Esse é o principal resultado de um estudo feito com publicações não-científicas por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo e publicada na edição de setembro dos Cadernos de Saúde Pública.
    As pesquisadoras Olga Maria Amancio e Daniela Chaud analisaram 112 dietas, todas publicadas em 2002 por revistas populares durante oito meses seguidos. O periódico A, como as pesquisadoras chamaram uma das publicações (os títulos reais foram omitidos), tem 13 anos de circulação e tiragem superior a 300 mil exemplares. O periódico B, com circulação de 120 mil, existe há seis anos.
    “Todas as dietas se mostraram inadequadas em relação a uma ou mais das substâncias avaliadas. Menos de 25% das dietas apresentaram distribuição adequada de macronutrientes”, escreveram as pesquisadoras no artigo. Houve um predomínio nos níveis inadequados de cálcio (85,7%), ferro (97,3%) e vitamina E (91,9%). Para analisar os nutrientes de todas as dietas, as pesquisadoras usaram o programa Virtual Nutri. Os teores de micronutrientes foram comparados aos Dietary Reference Intakes, da Academia Norte-americana de Ciências.
    Das 112 dietas analisadas, 95 recomendavam a ingestão de quantidades baixas de cálcio. Em uma delas, a quantidade indicada estava acima do limite máximo recomendado pelos nutricionistas. Segundo as autoras do estudo, concentrações altas ou baixas de minerais e vitaminas são situações indesejáveis. Além disso, podem causar interações negativas com outras vitaminas e outros minerais.
    Outro ponto considerado negativo pelas pesquisadoras da Unifesp está relacionado com as instruções publicadas em conjunto com as dietas. A duração de sete dias, por exemplo, que é normalmente a que mais predomina nos periódicos é insuficiente para uma perda de peso gradual e saudável, explicam.
    Entre toda a amostra, apenas uma única dieta, publicada pelo periódico B, estava realmente balanceada dentro dos padrões nutricionais e bioquímicos, segundo o estudo feito. As 1.387 calorias estavam distribuídas em 57,83% de carboidratos, 15,51% de proteínas e 26,66% de lipídios. Além disso, estavam presentes 278,22 miligramas de colesterol, 19,36 miligramas de ferro, 1.145,5 miligramas de cálcio e 26,62 miligramas de vitamina E.
    Para as pesquisadoras, a conclusão das análise das dietas é uma só: “Não deveria ser permitido que publicações não-científicas anunciassem dietas para perda de peso que não apresentassem também uma composição química adequada”, afirmam. As dietas, da forma como que foram anunciadas, podem induzir, segundo o artigo, à adoção de práticas arriscadas de alimentação.

      
    Fonte: FAPESP

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