Luanda – A investigadora do Centro de Botânica da Faculdade de Ciências da Universidades Agostinho Neto, Manuela Pedro, afirmou hoje que o país precisa de um laboratório com tecnologia de ponta, para o estudo científico das propriedades medicinais das plantas locais.
Falando à margem da inauguração da exposição “Plantas Medicinais de Angola”, patente no Museu de História Natural, em Luanda, a especialista considerou que esse laboratório permitirá auxiliar o desenvolvimento da medicina tradicional e oferecer maior garantia aos consumidores.
Para a bióloga, um laboratório de referência ajudaria a credibilizar o trabalho dos investigadores, bem como o estudo das plantas medicinais a nível de cada região do país com propriedades medicinais, tendo em atenção os usos de costumes de cada povo no tratamento de doenças com recurso à flora.
“Devido a inexistência de uma unidade devidamente equipada, o centro socorre-se a inquéritos com terapeutas tradicionais e pessoas que já utilizam as plantas, para obtenção de informações que depois são comparadas à literatura de países com um avanço na pesquisa das plantas medicinais”, explicou.
Do seu ponto de vista, a exposição é uma forma de impulsionar a investigação científica das plantas medicinais de Angola, valorizar a medicina tradicional e uma mais valia para o cidadão, que poderá conhecer os benefícios destes produtos, bem como os cuidados a ter na sua utilização.
A amostra, que ficará aberta ao público durante um mês, inclui exemplos de herbáceos, fotografias, espécies vivas e produtos obtidos de plantas medicinais, postas à disposição do público com apoio do Herbário de Luanda, adstrito à Faculdade de Ciências, da
Universidade Agostinho Neto, e da Ervanária Ferreira.
A mesma tem por objectivo de mostrar à sociedade o valor terapêutico da flora nacional, sua situação a nível mundial, características gerais e ecologia.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), planta medicinal é todo vegetal que contém substâncias bio-ativas com propriedades terapêuticas, profiláticas ou paliativas das plantas medicinais.
Ao visitar o museu, os cidadãos poderão conhecer as propriedades de cura de produtos que diariamente estão ao seu alcance, como o chá de caxinde, kiabo, cebola, milho, shandala, gipepe, abóbora, mbututu, ngandiadia, entre outros.
As substâncias contidas nas plantas medicinais podem curar e a prevenir doenças como infecções urinárias e pulmonares, cólicas, hepatite, cálculos renais, malária, entre outras enfermidades.
Angola press
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