Publicado por fitoenergetico em 04/04/2008
Vilão ou mocinho?
Nova pesquisa mostra que sacarina pode engordar mais que açúcar
Os adoçantes, geralmente sem calorias, caíram no gosto popular por necessidade, desejo de emagrecer ou preferência de paladar. Porém muita gente não sabe muito bem qual é a maneira correta de utilizá-los.
Adoçante causa câncer?
Alguns estudos do final dos anos 1970 mostram uma associação entre o ciclamato de sódio e o aparecimento de tumores na bexiga. “Essas pesquisas foram realizadas em ratos e com doses muito altas, bem superiores às máximas diárias”, afirma Marlene Merino Alvarez, coordenadora do departamento de nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes. Alguns países proíbem o uso do ciclamato, mas no Brasil ele é permitido. “Os adoçantes são seguros se usados na dose recomendada pelo nutricionista ou médico, baseada nas orientações dos órgãos fiscalizadores”, diz a nutricionista. Eles são um risco somente para quem não controla a quantidade ingerida, inclusive de outros produtos que possuem altas doses da substância, como refrigerantes diet.
O abuso, ao longo de anos, pode sobrecarregar órgãos como rins e intestinos e favorecer o desenvolvimento de problemas como alergias e tumores. “Mas não é possível afirmar que o indivíduo terá câncer por isso”, diz Marlene.
Adoçante engorda?
Uma pesquisa da Universidade de Purdue (EUA) mostrou que, em ratos, a sacarina pode engordar mais do que o açúcar de cana. O alto poder edulcorante do adoçante, ou seja, a capacidade de conferir sabor doce, estimularia o sistema digestivo a se preparar para a ingestão de uma grande quantidade de calorias, desregulando o organismo e favorecendo o ganho de peso. Alguns cientistas acreditam que o estudo explica, em parte, por que os maiores consumidores de adoçantes são os obesos.
“A discussão atual é se o adoçante levaria a uma resposta exacerbada do organismo e não forneceria o substrato esperado, a glicose”, diz Marlene. “Isso promoveria poupança de energia e busca de mais alimento, acumulando mais gordura.” Mas essa hipótese ainda precisa ser investigada em humanos, já que a obesidade é resultado de diversos fatores. Por enquanto, o adoçante continua firme como coadjuvante no controle do peso. “Nas doses recomendadas e em um plano alimentar com controle de calorias, esse possível efeito colateral do adoçante seria neutralizado”, diz a nutricionista.
Grávidas podem consumir?
Segundo Marlene, sobretudo no primeiro trimestre da gestação, deve-se ter cautela com o uso de adoçantes pela possibilidade de efeitos responsáveis por malformações. Há exceções. Desde que respeitados os limites de consumo diário, o FDA (órgão de controle de alimentos e remédios nos EUA) não restringe o consumo de cinco substâncias: sucralose, acesulfame de potássio, sacarina, aspartame e neotame (pouco usado no Brasil). “Mas a orientação deve ser feita caso a caso”, diz Marlene.
E as crianças?
Podem usar adoçante quando recomendado pelo nutricionista ou médico. Como não existem diretrizes específicas para elas, o consumo também deve se basear no peso. “Vale lembrar que existem diversas estratégias para o controle de peso na infância, e muitas vezes não é necessário substituir açúcar por adoçante”, afirma Marlene. Atenção para o consumo abusivo de refrigerantes diet.
Somente produtos diet contêm adoçantes?
Não. Os de baixa caloria podem contê-los. Produto dietético é aquele que teve algum nutriente eliminado para atender a uma necessidade, “como a retirada do açúcar para diabéticos, do sódio para hipertensos ou da gordura para portadores de hipercolesterolemia”, diz Marlene. Já os produtos light devem ter menos que 25% de calorias que o original. Isso pode ser feito por supressão ou redução de nutrientes como o açúcar, freqüentemente substituído pelo adoçante.
Esta entrada foi publicada em 04/04/2008 às 14:46 e é arquivado em FIQUE ALERTA.
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