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Acidentes com eletricidade
Em primeiro lugar, desligue a eletricidade o mais rápido possível.
Se não conseguir, retire a pessoa do contato com a corrente elétrica.
Você pode usar um pau seco, uma corda, uma borracha ou um pano grosso, mas nunca use nada de metal ou úmido e principalmente nunca encoste na pessoa, senão você também vai levar um choque.
Depois de retirá-la da corrente elétrica, cubra-a com um cobertor bem grosso.
Nunca deixe ela sair correndo.
Depois que a pessoa já estiver fora de perigo, veja se tem queimaduras pelo corpo e refresque o local com água fria ou toalhas molhados.
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Não passe manteiga, gelo, pomada ou pasta de dentes, também não pode estourar as bolhas, nem retirar a roupa se ela estiver colada no corpo.
Coloque o ouvido próximo a boca do doente e veja se ele está respirando.
Se não estiver faça uma respiração boca a boca, e leve-a imediatamente ao médico.
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PARADA CARDÍACA
O Coração para de bombear o sangue para o organismo que, desta forma, deixa de transportar oxigênio para os tecidos.
Diagnóstico:
- Ausência de pulso (radial, femural e carotídeo)
- Pele fria, azulada ou pálida
- Parada respiratória (freqüente mas não obrigatória)
- Inconsciência
- Dilatação das pupilas (freqüente, mas não obrigatória)
- Na duvida, proceda como se fosse.
Seqüência no atendimento:
1- Coloque a vitima deitada de costas sobre uma superfície dura
2- Coloque suas mãos sobrepostas no terço inferior do esterno
3- Faça compressão sobre o esterno, de encontro à coluna
4- Após recuperação dos batimentos cardíacos, leve imediatamente a vitima ao hospital
Atendimento:
- Devemos fazer 15 compressões torácicas para 2 insuflações pulmonares, num ritmo de 100 compressões por minuto, contando em voz alta: “e um, e dois, e três, e 4, e 5, e 6, e …, ventila!, ventila!”, portanto se a equipe trabalhar adequadamente, pelo menos 04 ciclos deve-se completar a cabo de cada minuto de RCP.
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PARADA CÁRDIO RESPIRATÓRIA
Parada respiratória é a supressão súbita dos movimentos respiratórios, podendo ser acompanhado ou não de parada cardíaca.
Diagnóstico:
- Ausência de movimentos respiratórios
- Cianose (cor azul arroxeada dos lábios, unhas, não obrigatória)
- Dilatação das pupilas (não obrigatória)
- Inconsciência
Seqüência no atendimento :
Elevação do queixo
- Os dedos de uma das mãos são colocados abaixo do queixo, o qual é suavemente tracionado para cima, elevando-o anteriormente.
- O polegar da mesma mão deprime o lábio inferior para abrir a boca.
O polegar pode também ser colocado atrás dos incisivos inferiores, enquanto simultaneamente o queixo e suavemente levantado.
Se a respiração boca a boca é necessária, as narinas são fechadas com o polegar e o indicador da outra mão;
Tração da mandíbula
- Localizam-se os ângulos da mandíbula e traciona-se a mandíbula para frente. Se os lábios se fecham o inferior pode ser retraído com o polegar. Se a respiração boca a boca é necessária, devemos fechar as narinas, colocando a bochecha contra elas, obstruindo-as.
Respiração boca a boca
- Tomadas às medidas anteriores colocar a boca com firmeza sobre a boca da vítima.
Assoprar para dentro da boca da vítima até notar que o seu peito está se mobilizando.
A seguir, deixar a vítima expirar livremente.
Devemos repetir este procedimento de 15 a 20 vezes por minuto.
Respiração boca-nariz
- Colocar a boca sobre o nariz e feche a boca da vítima.
Em crianças podemos colocar a boca sobre o nariz e a tomando o cuidado de não expirar com excessiva pressão.
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AFOGAMENTO
SINAIS E SINTOMAS :
Em um quadro geral pode haver hipotermia (baixa temperatura corporal), náuseas, vômito, distensão abdominal, tremores , cefaléia (dor de cabeça), mal estar, cansaço, dores musculares.
Em casos especiais pode haver apnéia (parada respiratória), ou ainda, uma parada cárdio-respiratória.
PRIMEIROS SOCORROS EM AFOGAMENTO
Objetivo:
Promover menor número de complicações provendo-se o cérebro e o coração de oxigênio até que a vítima tenha condições para fazê-lo sem ajuda externa, ou até esta ser entregue a serviço médico especializado.
O socorrista :
Deve promover o resgate imediato e apropriado, nunca gerando situação em que ambos (vítima e socorrista ) possam se afogar, sabendo que a prioridade no resgate não é retirar a pessoa da água, mas fornecer-lhe um meio de apoio que poderá ser qualquer material que flutue, ou ainda, o seu transporte até um local em que esta possa ficar em pé.
O socorrista deve saber reconhecer uma apnéia, uma parada cárdio-respiratória (PCR) e saber prestar reanimação cárdio-pulmonar (RCP)
O resgate:
O resgate deve ser feito por fases consecutivas :
- a Fase de observação
- de entrada na água
- de abordagem da vítima
- de reboque da vítima
- atendimento da mesma
Fase de observação:
Implica na observação do acidente, o socorrista deve verificar a profundidade do local, o número de vítimas envolvidas, o material disponível para o resgate.
O socorrista deve tentar o socorro sem a sua entrada na água, estendendo qualquer material a sua disposição que tenha a propriedade de boiar na água, não se deve atirar nada que possa vir a ferir a vítima.
Em casos de dispor de um barco para o resgate, sendo este com estabilidade duvidosa a vítima não deve ser colocada dentro do mesmo, pois estará muito agitada.
Fase de entrada na água:
O socorrista deve certificar-se que a vítima está visualizando-o. Ao ocorrer em uma piscina a entrada deve ser diagonal à vítima e deve ser feita da parte rasa para a parte funda. Sendo no mar ou rio a entrada deve ser diagonal à vítima e também diagonal à corrente ou à correnteza respectivamente.
Fase de Abordagem:
Esta fase ocorre em duas etapas distintas:
Abordagem verbal
- Ocorre a uma distância média de 03 metros da vítima. O socorrista vai identificar-se e tentar acalmar a vítima. Caso consiga, dar-lhe-á instruções para que se posicione de costas habilitando uma aproximação sem riscos.
Abordagem física
- O socorrista deve fornecer algo em que a vítima possa se apoiar, só então o socorrista se aproximará fisicamente e segurará a vítima fazendo do seguinte modo:
-O braço de dominância do socorrista deve ficar livre para ajudar no nado , já o outro braço será utilizado para segurar a vítima , sendo passado abaixo da axila da vítima e apoiando o peito da mesma, essa mão será usada para segurar o queixo do afogado de forma que este fique fora da água.
Fase de reboque:
O nado utilizado será o “Over arms” também conhecido como nado militar , ou nado de sapo.
Quando em piscinas e lagos o objetivo sempre será conduzir a vítima para a porção mais rasa .
No mar, será admitido o transporte até a praia, quando a vítima estiver consciente e quando o mar oferecer condições para tanto; será admitido o transporte para o alto mar (local profundo e de extrema calmaria), quando a vítima apresentar-se inconsciente e o mar estiver extremamente revolto (essa atitude dará condições ao socorrista de repensar o salvamento).
Caso exista surfistas na área o socorrista, deve-se pedir ajuda .
Quando o socorrista puder caminhar, deve fazê-lo, pois é mais seguro do que nadar.
Deverá carregar a vítima de forma que o peito desta fique mais elevado do que a cabeça, diminuindo o perigo da ocorrência de vômito.
Fase de atendimento:
O atendimento, em Primeiros Socorros as alterações eletrolíticas e hídricas decorrentes de diferentes tipos de líquidos (água doce ou salgada) em que ocorreu o acidente não são relevantes, não havendo tratamentos diferentes ou especiais.
Os procedimentos em Primeiros Socorros devem adequar-se ao estado particular de cada vítima, no que se refere às complicações existentes.
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PARTO DE EMERGÊNCIA
Haverá situações em que o parto acontecerá antes de a parturiente chegar ao hospital, ou mesmo a caminho dele.
No final da gestação, a parturiente começa a apresentar sinais e sintomas que são indicativos do início do trabalho de parto.
Identificação do parto iminente:
- Construções regulares a cada 2 minutos
- Visualização da cabeça do bebê no canal de nascimento
- Saída de água pela vagina (ruptura da bolsa das águas)
- Gestante multípara, com vários partos normais
- Nestas condições, o parto está se iniciando
Procedimentos gerais:
- Sem expor a parturiente, ela deverá estar livre de todas as vestimentas que possam obstruir o canal de nascimento
- Em hipótese alguma o processo de nascimento do bebê poderá ser impedido, retardado ou acelerado
- Sempre o marido, os pais ou outro parente próximo deverá acompanhar, o tempo todo, a parturiente
- Não permitir a presença de curiosos
- Procurar ser o mais discreto possível e manter ao máximo a privacidade da gestante
- Não permitir que a gestante vá ao banheiro se são constatados os sinais do parto iminente
Procedimentos específicos:
- Colocar a parturiente deitada de costas, com os joelhos elevados e as pernas afastadas uma da outra e pedir-lhe para conter a respiração, fazendo força de expulsão cada vez que sentir uma contração uterina
- Quem vai assistir ao parto deverá lavar bem as mãos
- A medida que o parto progride, ver-se-á cada vez mais a cabeça do feto em cada contração
Deve-se ter paciência e esperar que a natureza prossiga o parto nunca se deve tentar puxar a cabeça da criança para apressar o parto
- À medida que a cabeça for saindo, deve-se apenas ampará-la com as mãos, sem imprimir nenhum movimento, que não o de sustentação
- Depois de sair totalmente, a cabeça da criança fará um pequeno movimento de giro e, então, sairão rapidamente os ombros e o resto do corpo. Sustentá-lo com cuidado.
Nunca puxar a criança, nem o cordão umbilical deixar que a mãe expulse naturalmente o bebê
- Após o nascimento da criança, limpar apenas o muco do nariz e a boca com gaze ou pano limpo e assegurar-se de que começou a respirar
- Se a criança não chorar ou respirar, segurá-la de cabeça para baixo, pelas pernas, com cuidado para que não escorregue, e dar alguns tapinhas nas costas para estimular a respiração. Desta forma, todo o líquido que estiver impedindo a respiração sairá
- Se o bebê ainda assim não respirar, fazer respiração artificial delicadamente, insuflando apenas o volume suficiente para elevar o tórax da criança, como ocorre em um movimento respiratório normal
- Não há necessidade de cortar o cordão umbilical, se o transporte para o hospital demorar menos de 30 minutos. Porém, se o tempo de transporte for superior a 30 minutos, deitar a criança de costas e, com um fio previamente fervido, fazer nós no cordão umbilical: o primeiro a aproximadamente quatro dedos da criança (10 cm) e o segundo nó distante a 5 cm do primeiro. Cortar entre os dois nós com uma tesoura, lâmina ou outro objeto esterilizado;
- O cordão umbilical sairá junto com a placenta, cerca de 20 minutos após o nascimento;
- Após a saída da placenta, deve-se fazer massagem suave sobre o abdome da parturiente para provocar a contração do útero e diminuir a hemorragia que é normal após o parto
- Transportar a mãe e a criança ao hospital para complementação assistencial médica.
Deve-se também transportar a placenta para o médico avaliar se ela saiu completamente.
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