Sua panela contribui para sua saúde?
Publicado por fitoenergetico em 31/03/2008
Se você não sabe, existem componentes nas panelas que fazem mal à saúde e podem passar para os alimentos, sobretudo nas panelas de metal.
Esses componentes são liberados mais facilmente quando usamos esponja de aço para limpar as panelas.
O atrito da esponja na panela aumenta as chances de materiais como alumínio passar para os alimentos.
O ideal é deixar as panelas de molho ou usar água quente.
Panela esquecida no fogo é outro grande perigo. O alumínio e o teflon, por exemplo, evaporam e, se aspirados, vão direto para o pulmão.
CONHEÇA ALGUNS MATERIAIS
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COBRE
A grande vantagem do cobre é ser um metal mais resistente à corrosão. Na culinária, conquista pela beleza e transmissão rápida de calor de forma homogênea. Mas ele se transfere para qualquer alimento, especialmente os mais ácidos.
Pequenas quantidades desse metal podem produzir náuseas, vômitos e diarréia, enquanto a ingestão contínua de quantidades maiores de cobre pode causar dano renal, alterações osteoarticulares, dores nas juntas e até lesões cerebrais, demonstradas em tomografia computadorizada.
Por isso, os utensílios culinários devem ter a superfície interna revestida com politetrafluoretileno (PTFE), titânio ou aço inoxidável.
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ALUMÍNIO
As panelas de alumínio são as mais comuns e as mais baratas.
Mas também são as que causam mais polêmica.
O alumínio passa dos utensílios culinários para alimentos ácidos ou alcalinos.
Há três décadas, pesquisadores levantaram a suspeita de que a ingestão do alumínio estaria relacionada com a incidência dos males de Alzheimer e de Parkinson.
Átomos de alumínio podem desencadear diferentes processos metabólicos associados a doenças do sistema esquelético, neurológico e hematológico.
Pesquisas mostram que a migração do alumínio é maior em panelas de pressão que em panelas normais ou em fôrmas de bolo.
Na limpeza é indicado o uso de bucha macia em vez de esponja de aço, pois o polimento remove a camada de óxido de alumínio, que dificulta a passagem de alumínio para a comida.
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INOX
O aço inoxidável, conhecido popularmente como inox, é composto por ferro, cromo e níquel. Demora a esquentar, mas também a esfriar.
No Brasil não há dados que comprovem a transferência dos componentes do inox para a comida.
O aconselhável é não escovar a panela com esponja de aço.
No polimento forma-se uma camada protetora de óxido que ajuda a impedir que os metais passem para os alimentos.
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FERRO
O uso regular da panela de ferro previne e trata a anemia. O uso da panela é indicado sobretudo para vegetarianos, mulheres em idade fértil e crianças.
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VIDRO
As panelas de vidro são as únicas que não transferem qualquer resíduo para a comida.
O material é obtido por um processo de congelamento de líquidos superaquecidos.
O maior atrativo do vidro são a beleza e a transparência, que permite ver o processo de elaboração dos alimentos.
A facilidade da limpeza é outro ponto positivo.
Mas o preço e a fragilidade do material pesam na escolha.
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CERÂMICA
As panelas de cerâmica, principalmente as de barro com superfície marrom brilhante, devem ter selo de qualidade que garanta que não são usados compostos à base de chumbo.
É comum encontrar em países pouco desenvolvidos produtos cerâmicos elaborados com óxido de chumbo na vitrificação.
O chumbo é facilmente dissolvido no alimento, especialmente os ácidos.
Saladas, frutas ácidas ou fermentados em contato com esse material podem ficar contaminados com componentes pesados como chumbo, mercúrio e cádmio.
A intoxicação por cádmio traz problemas respiratórios, bronquite e hipertensão.
O organismo incorpora o chumbo, que é altamente tóxico.
Nas crianças, os danos são a diminuição da capacidade mental, enquanto nos adultos o chumbo provoca anemia.
O ideal são panelas de barro ou de cerâmica ofuscada.
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TEFLON
A descoberta de um revestimento antiaderente em 1938 chegou às cozinhas americanas na década de 60 e provocou uma revolução no conceito de panela prática.
Atualmente, as panelas mais modernas são denominadas teflon II por serem revestidas com primer (substância usada para ligar o teflon ao alumínio).
O novo revestimento impede que o material passe para o alimento quando o teflon descasca.
A maior preocupação com a panela é ecológica.
Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriram que o teflon se corrompe quando esquentado a temperaturas de 200 a 500 graus centígrados.
A evaporação do teflon origina gases CFC, responsáveis pela destruição da camada de ozônio.
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ESMALTADO
As panelas esmaltadas atraem pela beleza, mas podem fazer tão mal quanto as de cerâmica vitrificada, pois o esmalte usado pode conter elementos tóxicos, como chumbo, e os decalques na superfície interna podem conter cádmio.
Deve-se ter cuidado também com utensílios pintados à mão, uma vez que algumas tintas contêm chumbo, que pode ser transferido para os alimentos.
É desaconselhável o uso de utensílios antigos, fabricados antes de 1980, tanto esmaltados quanto de cerâmica.
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PEDRA-SABÃO
A natureza antiaderente e a capacidade de reter calor por muito tempo são as características mais atrativas das panelas de pedra-sabão.
A panela é comprada ”crua”, por isso a cor dela é clara.
É um utensílio que libera quantidades expressivas de elementos nutricionalmente importantes, como cálcio, magnésio, ferro e manganês.
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CONCLUSÃO
O melhor é ter panelas diferentes, sobretudo de vidro, para ferver água, fazer chá e café, pois não interfere no gosto da água; de pedra-sabão, para feijão, arroz, refogados, e de ferro, para usar uma ou duas vezes por semana.
O uso a da panela de alumínio, por sua alta capacidade de transferir esse metal é perigosíssimo para a saúde.