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O Que Fazer Quando Seu Filho Estiver Com Febre
Uma vez que a febre em si não é habitualmente perigosa, a melhor coisa a fazer pelo seu filho é mantê-lo em uma temperatura fresca.
Dessa forma, você ajuda os “termostatos” naturais do corpo a reduzirem as temperaturas elevadas.
Reproduzimos abaixo algumas das recomendações aos pais, para quando seus filhos estiverem com febre:
Dentro de casa, mantenha seu filho com pouca roupa
– Não é necessário mais do que uma roupa de baixo ou uma fralda, no caso de ser um bebê.
Para uma criança maior, basta uma camiseta e um calçãozinho. Quanto menos roupas, mais rápido a febre cederá;
Não cubra seu filho com cobertores acolchoados
– Cobri-lo desta forma só manterá a febre.
Um simples lençol é bem melhor.
Mantenha o quarto da criança bem arejado
– Deixe as janelas entreabertas.
Ambientes frescos e ventilados não provocam doenças em seu filho.
Dê muito líquido às crianças
– De preferência, bebidas puras e frias.
Evite o leite, pois ele costuma provocar desarranjos gastrointestinais em crianças com febre.
O leite materno não faz mal e pode ajudar a criança a se curar mais rapidamente.
Dê-lhe água fresca, refrescos e água mineral sem gás.
Pode abusar.
Todos esses líquidos vão ajudar a refrescar o corpo do seu filho e repor a perda de água que a febre sempre provoca.
Banhos mornos com esponja
– Se a febre estiver a mais de 38,3ºC, ponha a criança em uma banheira com água morna.
Molhe-a com a esponja ou derrame água sobre seu peito e suas costas. Não se preocupe se, durante o processo, ele chorar.
Mas não o deixe ficar tremendo de frio.
Para reduzir a febre por meio do banho, você levará no mínimo meia hora. Lembre-se de que a água nunca deve estar muito fria.
Nunca use álcool, pois pode ser mais prejudicial do que a própria febre.
Não cubra a criança com lençóis ou toalhas molhadas
– Além de não ser útil, isso ainda pode agravar o quadro.
E não se esqueça de que seu pediatra é a pessoa mais indicada para tirar suas dúvidas em relação ao seu filho. Consulte-o sempre que necessário
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Gravidez Saudável
Algumas dicas para ter bebês saudáveis e que podem ajudam a evitar problemas durante a gravidez e o parto.
Confira:
Nutrição
Você deve continuar se alimentando por uma, não por duas pessoas.
Uma grávida necessita, em média, de apenas 300 calorias a mais por dia.
Mantenha hábitos alimentares saudáveis ingerindo verduras, frutas, cereais, leite e proteínas.
A alimentação saudável é rica em vitaminas e sais minerais, fundamentais neste período.
Vitaminas
- É importante procurar seu médico desde o início da gestação para que ele oriente o uso de suplementos de vitaminas .
Algumas delas são necessárias para o bom desenvolvimento do feto, mas só use essa complementação sob orientação médica.
Álcool
- Evite.
Não são conhecidos com exatidão os efeitos do álcool quando ingerido durante a gravidez.
Ele atinge o feto pela placenta, pode restringir o crescimento e causar complicações cardíacas e má-formação facial .
Além disso, o consumo de álcool na gestação é a maior causa de retardamento mental não-genético.
Fumo
- Pare.
Fumantes são mais susceptíveis a abortos ou a dar à luz a bebês prematuros .
Além disso, aumenta o risco de resfriados, problemas cardíacos, infecções nos ouvidos e no trato respiratório superior e síndrome de morte súbita.
O ganho de peso do bebê ainda fica afetado.
Aumento de peso
- A maioria das mulheres deveria elevar seu peso em 9 a 12 quilogramas .
Ganhar menos peso do que esta média pode alterar o tamanho do bebê.
Exercícios
- Evite exercícios que exponham o abdome a potenciais traumas.
A maioria dos médicos aconselha evitar patinação, andar de bicicleta ou fazer exercícios bruscos após a vigésima semana, pois a partir dessa data é mais fácil ocorrer uma queda que machuque o útero.
Ande, nade, corra; mas cheque sempre sua pulsação para ter certeza de que ela não está acima de 140 batidas por minuto, por mais de 20 minutos. Isto poderia desviar muito sangue do feto.
Sexo
- Divirta-se.
O movimento do fluido amniótico abranda o bebê .
Medicamentos
- Converse com seu médico para saber exatamente que remédios você pode ou não utilizar.
Se você toma algum medicamento de uso contínuo, informe seu médico assim que souber que está grávida.
Ele poderá avaliar se existe algum risco e, se for o caso, prescrever algum outro tratamento que não traga os mesmos riscos.
DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis)
- Faça testes de HIV (AIDS), sífilis e gonorréia – preferencialmente antes de engravidar.
A gonorréia pode infectar os olhos do bebê no nascimento, e a sífilis pode causar má-formação congênita.
Certos medicamentos podem reduzir significativamente o risco de transmissão de AIDS da mãe para o filho.
Cintos de Segurança
- Use sempre.
Não utilizá-los é uma das maiores causas de morte fetal.
Num acidente automobilístico, o cinto é, de longe, menos capaz de machucar o bebê do que o pára-brisas do carro.
Gostaríamos de lembrar, porém, que as informações acima são apenas dicas. Elas não substituem as orientações do seu médico.
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Dengue
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Muito se tem ouvido falar sobre a epidemia de dengue que vem atingindo a região Sudeste nos últimos meses.
Jornais e revistas constantemente anunciam novos casos e mortes provocadas pela doença. Cidades como Barretos, Ribeirão Preto e Guaíra já possuem um número alarmante de casos e a cidade de São Paulo também já foi atingida por casos autóctones (pessoas que contraíram a doença no próprio local onde adoeceram). Em vista deste surto, vamos fazer alguns esclarecimentos sobre a dengue.
O que é a dengue ?
A dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, contaminado após ter picado uma pessoa doente. Há basicamente dois tipos de dengue: a clássica e a hemorrágica.
Geralmente, quando contaminado pela primeira vez, o indivíduo contrai a dengue clássica.
Em uma segunda contaminação, existe um risco maior de contrair a dengue hemorrágica. que é muito mais grave e pode levar à morte.Quais são os sintomas da dengue e quando aparecem?
Os sintomas aparecem de 3 a 15 dias após a contaminação.
Na dengue clássica, os principais sintomas são: febre elevada, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos e dor de cabeça intensa. Pode, ainda, haver sangramento gengival e nasal, manchas vermelhas pelo corpo e falta de apetite.
Na dengue hemorrágica, os sintomas são os mesmos; no entanto, quando a febre acaba, começam a surgir sangramentos, a pressão cai, os lábios ficam roxos, a pessoa sente fortes dores no abdome e fica ora agitada, ora sonolenta – sinais de que a pessoa está entrando em choque. É este choque que leva a pessoa à morte na dengue hemorrágica.
Como tratar a dengue?
Se a pessoa mora em uma região epidêmica ou se soube que pessoas na vizinhança contraíram a dengue, ela deve procurar um médico ou um posto de saúde para obtenção de orientação médica. O tratamento deve ser à base de repouso e de reposição de líquidos. Assim, a pessoa contaminada deve tomar muita água, sucos e ingerir frutas e verduras frescas. Para dor e febre, deve tomar um analgésico-antitérmico à base de paracetamol. Medicamentos à base de ácido acetilsalicílico devem ser evitados, pois aumentam os riscos de sangramento. Como combater a dengue?
Há algumas recomendações para combater a dengue :
- Não deixe jogados objetos que acumulem água, como copos plásticos, tampinhas de refrigerante, banheiras velhas e pneus, impedindo assim que o mosquito ponha seus ovos e se desenvolva.
- Garrafas vazias devem ficar de cabeça para baixo.
- Caixas d’água, tambores e cisternas devem ficar bem fechados sem frestas, para impedir a entrada do mosquito.
- Mantenha o lixo tampado e seco.
- Mantenha limpas as calhas, lajes e piscinas.
- Não deixe a água se acumular em vasos e jarros de flores. Uma boa dica é colocar areia no prato do vaso.
- Evite plantas que acumulem água, como gravatás, babosa e espada de São Jorge.
- Elimine a água acumulada em plantas como bambus, bananeiras e bromélias.
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DOENÇAS DE ORIGEM ALIMENTAR
O QUE SÃO ?
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, uma Doença de Origem Alimentar é uma doença, geralmente de natureza infecciosa ou tóxica, provocada por agentes que entram no corpo através da ingestão de alimentos ou de água.
Estima-se que, por ano, cerca de 30% da população dos países industrializados sofra deste tipo de doença.
Muitas destas doenças têm sintomas comuns (diarreias, dores abdominais, vómitos e desidratação), o que impossibilita a sua diferenciação exclusivamente pelos sintomas.
As infecções alimentares ocorrem quando se ingere um alimento contaminado com um microrganismo patogénico que é capaz de crescer no trato gastrointestinal.
Os sintomas aparecem após um período de incubação, iniciado pela a ingestão do alimento, que pode durar umas horas, vários dias ou até semanas, pois é necessário tempo para que o microrganismo se multiplique e exerça a sua ação patogénica.
Estas substâncias podem ter diversas origens:
- O próprio alimento em determinadas condições, alguns produtos vegetais (batatas, tomate, etc.), animais (nomeadamente alguns peixes) ou outros organismos (cogumelos venenosos), produzem toxinas que são ingeridas quando estes alimentos são consumidos.
- Microbiana por vezes, consomem-se alimentos onde previamente cresceu um microrganismo que produziu toxinas, que acabam por ser ingeridas juntamente com o alimento.
O agente patogénico pode, inclusivamente, ter desaparecido antes da ingestão do alimento, mas não as suas toxinas.
- Química o consumo prolongado de alimentos (incluindo água de consumo) contaminados com tóxicos de origem química, como são os casos dos metais pesados ou das dioxinas, pode resultar numa acumulação destes tóxicos, o que a médio/longo prazo pode desencadear diversas doenças dos foros oncológico, neurológico, entre outros.
Geralmente, estes tóxicos são veiculados pela água, o ar, os solos, ou por materiais em contato com os alimentos.
Principais agentes
As bactérias são os principais agentes biológicos causadores de Doenças de Origem Alimentar, não só em número como em frequência, embora outros agentes como os vírus, ou os parasitas também as possam provocar.
Bactérias
As bactérias são microrganismos unicelulares com uma estrutura muito simples, o que lhes permite replicarem-se muito rapidamente caso encontrem nutrientes, temperatura, pH, humidade e concentração de oxigénio favoráveis.
Em alguns casos, apenas 20 minutos são suficientes para que o número de bactérias duplique, o que significa que um número inicial de 10 bactérias num determinado alimento em condições favoráveis, se multiplicará de tal modo que se terão 640 bactérias ao fim de 2 horas.
Geralmente, as infecções bacterianas de origem alimentar são referidas simplesmente como infecções alimentares .
Os principais sintomas são :
- diarreias, dores abdominais, vómitos, desidratação e, por vezes, febre, aparecem após um período de incubação que pode durar umas horas ou vários dias, e podem prevalecer durante um período que pode variar entre um dia e uma semana. Nas últimas décadas Salmonella tem estado na origem da maioria dos casos de infecções alimentares, geralmente resultantes da ingestão de ovos, animais de capoeira e outras carnes, leite cru e chocolate.
No entanto, a prevalência de infecções por Campylobacter jejuni (potencialmente presente em leite cru, animais de capoeira crus ou mal cozinhados, e em água de consumo) tem aumentado de tal modo nos últimos anos, que nalguns países chega a rivalizar com Salmonella.
Embora ainda com baixa incidência, o aparecimento de casos de infecções por Listeria monocytogenes (geralmente proveniente de leite cru, leite pasteurizado posteriormente contaminado, queijos, gelados e saladas) nas últimas décadas tem trazido preocupações, por esta bactéria poder provocar danos severos ou mesmo fatais em bebés, crianças, mulheres grávidas, idosos e indivíduos imunodeprimidos.
Acresce ainda o fato desta bactéria conseguir crescer a temperaturas tão baixas como as de um frigorífico.
Quando ao crescimento do microrganismo no tracto gastrointestinal está associada a produção de toxinas ocorre uma toxinfecção bacteriana , sendo Clostridium perfringens um dos seus agentes mais frequentes.
O termo toxinfecção tem, contudo, que ser interpretado com alguma precaução uma vez que é muitas vezes utilizado para genericamente designar o conjunto das infecções e das intoxicações alimentares.
O consumo de alimentos onde previamente cresceu uma bactéria que produziu toxinas, que acabam por ser ingeridas juntamente com o alimento, pode desencadear uma intoxicação alimentar .
As toxinas atuam diretamente sobre o trato gastrointestinal e os sintomas surgem poucas horas (duas a quatro) após a ingestão do alimento contaminado.
Vírus
Vírus são agentes infecciosos com uma organização acelular muito simples: uma capa proteica e um ácido nucleico (DNA ou RNA) no seu interior.
São muito mais pequenos do que as bactérias e para se multiplicarem requerem que uma célula viva, de uma espécie para a qual são específicos, lhes sirva de hospedeiro.
Alguns vírus são causadores de Doenças de Origem Alimentar.
Embora não se multipliquem nos alimentos (por serem específicos para as células humanas), a sua destruição também não ocorre a não ser que os alimentos sejam devidamente cozinhados.
A sua especificidade também implica que os vírus que infectam animais, como é o caso do vírus da peste suína, não representem quaisquer perigos para a saúde humana, sendo o seu controlo justificado apenas por uma questão de sanidade animal.
Os vírus mais frequentemente implicados em Doenças de Origem Alimentar são os da hepatite A e da hepatite E, os rotavírus (principal causa de diarreia infantil) e os vírus da família Norwalk (que provocam gastroenterites).
Parasitas
Os vermes e os protozoários são parasitas, isto é organismos que vivem sobre ou no interior de outro organismo (o hospedeiro), beneficiando desta associação enquanto prejudicam o hospedeiro, do qual geralmente obtêm nutrientes.
As Doenças de Origem Alimentar provocadas por estes parasitas são muito menos frequentes do que as de origem bacteriana. Estes parasitas, que são muito maiores do que as bactérias, podem crescer e atingir o estado adulto no tracto gastrointestinal do homem, ou ser directamente ingeridos por consumo de tecidos de animais contaminados.
Em alguns dos casos os sintomas podem durar várias semanas ao fim das quais diminuem ou desaparecem, para posteriormente reaparecerem.
Principais parasitas causadores :
Doenças Origem Alimentar encontram-se Giardia lamblia , G. intestinalis, Cryptosporidium parvum (protozoários) e Trichinella spiralis (verme). d. PriõesO prião é uma partícula proteica infecciosa e que se presume ser o agente causador das encefalopatias espongiformes transmissíveis (TSE), como a Encefalopatia Espongiforme Bovina“vaca (BSE-doença das s loucas”) e a sua variante humana, o scrapie dos carneiros e das cabras e a doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD).
É constituído por uma proteína modificada, que por contato com uma proteína sã a modifica convertendo-a numa proteína patogénica, que por sua vez vai modificar outra proteína sã, produzindo uma reacção em cadeia.
Toxinas de origem não bacteriana
As micotoxinas são metabolitos que resultam do crescimento de muitos dos bolores conhecidos.
As aflatoxinas (produzidas por Aspergillus flavus e por A. parasiticus) são as micotoxinas mais frequentes e mais graves, tendo algumas delas uma potente acção cancerígena.
Outras micotoxinas como a ocratoxina A e a patulina, procedentes de outras espécies de bolores, como Penicillium , são muito menos tóxicas. A saxitoxina é um polipeptídeo neurotóxico produzido por alguns dinoflagelados (algas unicelulares sem parede celular) que constituem uma elevada fracção do fitoplancton e que são conhecidas por provocarem as marés vermelhas.Esta toxina é filtrada e retida por mexilhões, ostras e outros bivalves sem que isso lhes cause quaisquer malefícios.
No entanto, a ingestão por humanos de bivalves contaminados pode provocar uma intoxicação aguda muito grave conhecida por Paralytic Shellfish Poisoning , que pode inclusive conduzir à morte.
A Solanina é um alcalóide naturalmente presente na batata, cujo teor aumenta quando as batatas ficam expostas à luz e adquirem uma cor esverdeada. Este tóxico não é destruído pela cozedura e pode ser letal.
Outros exemplos de toxinas de origem natural são as toxinas dos cogumelos venenosos e a histamina e a tiramina por vezes encontradas nos peixes.f.
Agentes não biológicos
Poluentes orgânicos persistentes (POP) são compostos que se acumulam no ambiente, no corpo humano e nos animais.
Os exemplos mais conhecidos são as Dioxinas, que são subprodutos indesejáveis de alguns processos industriais e de resíduos de incineração, e os PCB (Bifenilos Policlorados).
Metais pesadosChumbo, mercúrio e cádmio são os metais pesados que, através dos alimentos (incluindo a água de consumo), mais têm contribuído para os casos de intoxicação prolongada ou crónica descritos.
O chumbo e o mercúrio provocam danos neurológicos em bebés e crianças e o cádmio provoca danos nos rins, geralmente observados nos idosos.
Tal como os POP, contaminam os alimentos através da poluição do ar, água e solos.
Como prevenir as principais Doenças de Origem Alimentar provocadas por bactérias, vírus, vermes e protozoários
Na base da prevenção destas doenças estão o reconhecimento dos principais fatores que estão na sua origem e a mudança de hábitos na manipulação de alimentos.a.
Principais causas das doenças de origem alimentar
- Utilização de ingredientes contaminados em refeições preparadas incorrectamente
- Tratamento térmico defeituoso ou arrefecimento inadequado dos alimentos
- Preparação das refeições com uma antecedência excessiva- Emprego incorrecto de restos de comida- Contaminação por pessoas infectadas
- Transferência da contaminação a partir de alimentos crus ou de superfícies ou equipamentos contaminadosb.
Regras básicas de manipulação de alimentos
Existe um conjunto simples de regras que podem contribuir para minorar o risco de contrair Doenças de Origem Alimentar e que têm por objectivos:
- Manter os alimentos isentos de agentes patogénicosii
- Criar condições para que os microrganismos não se multipliquem
- Conseguir condições de cozedura que eliminem os microrganismos
Limpar
- Lavar as mãos, utensílios e superfícies com água quente e detergente antes e depois da preparação de alimentos, especialmente depois de preparar carne, aves, ovos e peixe.-
- Os vegetais devem ser bem lavados em água corrente antes de serem consumidos.
Separar
- Manter a carne, aves, ovos e peixe ou marisco crus, e os respectivos sucos, longe dos alimentos prontos a comer.– Nunca pôr alimentos cozinhados em pratos previamente utilizados para carne, aves, ovos ou peixe e mariscos crus
- Cozinhar os alimentos de modo a garantir que no seu interior se alcance uma temperatura de 75ºC.
Uma vez que a existência de termómetros que permitam medir a temperatura no interior dos alimentos não é frequente, deve-se obedecer aos seguintes princípios:
- as carnes de animais de capoeira, porco e picada devem-se comer sempre bem passadas; as restantes devem-se comer bem ou mediamente passadas, mas nunca cruas;
- os ovos devem ser cozinhados até que as claras e as gemas estejam duras.
- Quando o molho de um assado não se encontra claro (se está sanguinolento ou rosado) é uma indicação de que não se atingiu a temperatura de 75ºC no seu interior.-
- Aquecer os alimentos que tenham sido previamente preparados até à emissão de vapores ou à ebulição, consoante o caso.
Conservar
A maioria das bactérias cresce bem entre 5 e 60ºC.Como tal, não se devem deixar os alimentos perecíveis, os alimentos prontos a comer ou os restos de comida, à temperatura ambiente por períodos superiores a duas horas. Como alternativas para conservação têm-se a refrigeração (a temperaturas inferiores a 4ºC) e a congelação ou, no caso dos pratos prontos a comer, a manutenção a 60ºC.-
Os alimentos devem ser descongelados no frigorífico ou no microondas, e nunca à temperatura ambiente.
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Mastigação
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A forma como comemos e mais concretamente, como mastigamos.
No entanto, a atitude que temos ao comer é, no mínimo, tão importante como aquilo que colocamos na boca e a mastigação desempenha em todo este processo um papel essencial.
Apesar de existir um número enorme de teorias nutricionais, com opiniões diversas e contraditórias sobre o que se deve ou não comer, em todas essas teorias existe uma opinião consensual - é importante mastigar bem os alimentos, uma boa digestão começa com a mastigação.
O processo da digestão começa na boca (na realidade, para ser verdadeiramente exacto, começa quando começamos a ver e a cheirar os alimentos) e nesta, por acção da saliva e duma enzima específica existente na mesma, a ptialina, começamos a desdobrar os hidratos de carbono complexos em hidratos de carbono mais simples. É essa a razão, pela qual quando mastigamos muito tempo, por exemplo, uma cenoura ou arroz, estes vão ficando cada vez mais doces.
Se a digestão na boca se der adequadamente, os alimentos são a seguir digeridos no estômago, onde as proteínas começam a ser desdobradas em aminoácidos, por acção da pepsina e do ácido clorídico. Mais abaixo, no duodeno, por acção dos sucos pancreáticos e biliares digerimos as gorduras e na fase final da digestão, no intestino delgado, finalizamos a digestão dos diferentes nutrientes.
Para que o processo digestivo se dê com uma grande eficácia, é vital que os alimentos sejam bem mastigados e ensalivados; os orientais consideram que a saliva é um líquido fortemente carregado com energia electromagnética e que tem propriedades curativas, pelo que devemos fazer um esforço para ensalivar bem os alimentos ingeridos.
Uma mastigação e ensalivação cuidadas trazem enormes benefícios para a saúde, de entre os quais me parece importante mencionar os seguintes:
Melhoria da digestão - como já mencionado, quanto melhor mastigarmos, mais eficientemente utilizamos os alimentos.
Maior calma e relaxamento - mastigar bem é um dos melhores tratamentos anti-stress existentes; se se sente frequentemente tenso e irritado, experimente pelo menos parar quando come e concentrar-se na mastigação.
Clareza de pensamento e raciocínio - na língua japonesa, a palavra mastigação significa “boa compreensão”; em particular, se respirarmos adequadamente quando mastigamos, o cérebro é mais irrigado com oxigénio e consequentemente pensamos de uma forma mais clara.
Menos desejo de comer açúcar e doces em geral - ao desdobrarmos convenientemente açúcares complexos em açúcares simples, sentimos menos vontade de comer doces e sobremesas e não necessitamos de passar o dia a petiscar numa tentativa de nivelar os níveis de açúcar que tendem a ser mais erráticos quando a mastigação não é adequada.
Criação de uma condição mais alcalina no corpo - um corpo saudável tem um ph levemente alcalino. Uma alimentação baseada em produtos animais e açúcares simples tende a criar uma condição mais ácida. A saliva é um líquido fortemente alcalino que quando bem misturada com a comida contribui para um ph mais alcalino.
Dentes e gengivas mais fortes - se u |