Publicado por fitoenergetico em 28/03/2008
Tristeza, tensão, posturas físicas erradas e distúrbios do sono podem desencadear síndrome pouco conhecida
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Os sintomas vão desde um cansaço que dura meses, até dificuldades de dormir e dores no corpo. Mas não são os únicos a incomodar os portadores da síndrome da fadiga crônica. Por ser pouco conhecida no meio médico e na sociedade, os pacientes sofrem também com a incompreensão de parentes e amigos, que acreditam tratar-se de puro descaso ou mesmo preguiça de executar as tarefas básicas do cotidiano. Embora os especialistas ainda estejam pesquisando as causas, sabe-se que a Fadiga Crônica requer diagnóstico e tratamento adequados.O chefe do setor de Reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Daniel Feldman, explica que não se trata de uma doença, mas de um conjunto de sintomas que aparece sem causa aparente. Especialistas acreditam que a fadiga crônica seja oriunda de um distúrbio funcional do sistema nervoso central ou distúrbios hormonais.
Segundo Feldman, ela pode ser desencadeada por tristeza, tensão, posturas físicas ruins, distúrbios do sono, entre outros, variando de uma pessoa para outra. O principal sintoma é um cansaço que dura, no mínimo, seis meses, não melhora após o repouso e impede que o portador execute as obrigações mais simples do dia-a-dia, como sair para trabalhar, fazer comprar ou ler um livro. “O indivíduo até sente vontade de fazer suas tarefas, mas nem tenta porque sabe que não vai conseguir”, ressalta Feldman. Os outros sintomas são dores pelo corpo, dificuldade de dormir, estado febril, e, em casos mais raros, inflamação no fígado.
O diagnóstico da síndrome é difícil e feito por exclusão, conforme explica Feldman. Se o paciente tiver depressão ou anemia, por exemplo, a fadiga crônica estará descartada, já que o cansaço terá uma causa. “Somente quando todas as possibilidades forem descartadas, diagnosticamos a síndrome”, afirma o reumatologista.
Homens e mulheres de todas as idades podem ser alvo da fadiga crônica, embora ela seja mais comum em indivíduos por volta dos 35 anos, de ambos os sexos. São raros os casos em crianças e adolescentes. O tratamento, conforme explica Feldman, envolve basicamente exercícios físicos lentos e graduais, que não trabalham força nem peso, como caminhadas e alongamentos.
Os sintomas, por sua vez, são tratados isoladamente. “Se o paciente se queixar de dificuldades em dormir, resolvemos esse distúrbio. Caso a fadiga venha acompanhada de angústia, encaminhamos esse paciente para um tratamento psicológico”, comenta Feldman. Ele completa que, em doses baixas, alguns antidepressivos melhoram a fadiga, mas depende de cada caso.
A síndrome da fadiga crônica já virou epidemia nos Estados Unidos e em alguns países europeus, quando foi chamada de “gripe dos Yuppies”, porque afetava somente essa classe da população, conhecida como aqueles que não têm o que fazer. Segundo Feldman, a síndrome é rara no Brasil. Talvez porque tenhamos muito com o que nos preocupar.
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Esta entrada foi publicada em 28/03/2008 às 00:37 e é arquivado em FIQUE ALERTA.
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