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Ìndia
Índia incentiva uso de ervas medicinais
A Índia tem uma longa tradição no uso de ervas medicinais e o governo indiano está incentivando o uso da tradição para a felicidade do crescente setor farmacêutico do país. Para isso, o governo está investindo cerca de US$ 40 milhões no Golden Triangle Partnership, para avaliar cientificamente as ervas do país e selecionar aquelas adequadas para uma maior investigação.
A maioria dos remédios indianos à base de ervas é apoiada no sistema Ayurvedic de medicina. Existem 80 mil tipos de tratamento Ayurvedic, que envolvem os produtos de aproximadamente três mil plantas.
Agencia API
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Sacarina gera polêmica
Um estudo realizado em ratos nos Estados Unidos sugere que a ingestão de sacarina - tipo de adoçante usado principalmente em refrigerantes dietéticos - pode provocar aumento de peso maior que a ingestão de açúcar.Segundo os pesquisadores da Universidade de Purdue, em Indiana, o sabor doce causado pelo consumo de sacarina estimula o sistema digestivo a se preparar para a ingestão de uma grande quantidade de calorias.
Se essas calorias não são ingeridas, eles afirmaram, o organismo fica desregulado e, como resultado, pede mais comida ou queima menos calorias, o que provocaria o aumento de peso.O estudo, publicado na edição desta semana da revista científica Behavioral Neuroscience, gerou reações da indústria alimentícia, para quem a pesquisa “simplifica” as causas da obesidade.Calorias
Para realizar o estudo, os cientistas acompanharam a alimentação de 17 ratos. Nove receberam iogurte adoçado com sacarina e oito com açúcar. Depois do iogurte, os animais receberam a dieta normal.Após cinco semanas, os ratos que consumiram a sacarina ganharam 88 gramas, enquanto os que ingeriram glicose tiveram um aumento de peso de 72 gramas - uma diferença de mais de 20%.Os ratos que tomaram o iogurte com a sacarina consumiram mais calorias e tiveram aumento de 5% na taxa de gordura do corpo, de acordo com o estudo.”Os resultados claramente indicam que consumir alimentos adoçados com sacarina pode levar a um aumento de peso e da taxa de gordura maior do que o consumo de açúcares calóricos”, diz o estudo.
Segundo Susan Swithers, uma das autoras da pesquisa, as experiências em laboratório indicam ainda que outros adoçantes artificiais, como o aspartame e o acessulfame K, que oferecem o gosto doce, podem ter o mesmo efeito da sacarina.
Críticas
O estudo gerou reações da indústria alimentícia. Em uma entrevista publicada na edição desta segunda-feira do jornal americano Los Angeles Times, Beth Hubrich, uma das representantes dos fabricantes de refrigerantes dietéticos nos EUA, rejeitou os resultados da pesquisa.Segundo ela, “o estudo simplifica demais as causas da obesidade”.
Além disso, afirmou, “a descoberta nos animais pode não ser verdadeira quando testada nos humanos”.Um porta-voz da Fundação Britânica de Nutrição afirmou que os resultados são “interessantes”, mas não provam que os adoçantes podem ser prejudiciais nas dietas dos humanos.
Para a organização, o tema ainda requer mais pesquisa.
Agencia API
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O deserto dentro de nós
A baixa umidade do ar, castiga o corpo pra valer. Olhos, nariz e garganta ressecados viram porta de entrada para vírus e bactérias, os rins não funcionam direito, a pele ganha aspecto envelhecido. Saiba como aliviar a situação
Inverno tórrido, primavera gelada. No Brasil inteiro acentuadamente no Centro-Oeste e no Sudeste , não apenas as temperaturas destrambelhadas, mas também o ar extremamente seco denunciam a ação nefasta do homem, que agora sente na pele (e no resto do corpo) as conseqüências dos maus-tratos ao meio ambiente.
“Na secura, o desgaste do organismo é tremendo”, assegura Paulo Saldiva, pesquisador do Centro de Poluição da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Isso porque todo ele se mobiliza para manter a homeostase, ou seja, o estado de equilíbrio interno (veja os infográficos abaixo).
Num primeiro momento surgem o que parece apenas pequenos desconfortos, como dores de cabeça e tonturas. Ao longo dos anos, porém, esses incômodos se somam e causam graves malefícios.
Nas grandes cidades, a estiagem, piorada pela poluição, afeta especialmente os sistemas respiratório e circulatório. “No longo prazo o corpo sofre os mesmos danos provocados pelo cigarro”, garante Saldiva.
“Os olhos, porém, é que são os primeiros a sentir a influência do ar seco”, diz o oftalmologista Newton Kara José, professor da Universidade de São Paulo e da Universidade de Campinas, a Unicamp, no interior paulista.
“Isso porque a mucosa ocular é a mais exposta ao ambiente externo. Na falta de umidade, o filme lacrimal, uma leve partícula de água que recobre os olhos, evapora-se muito rápido”, explica o mestre em visão.
“Você logo sente coceira e a reação natural é esfregar as pálpebras, o que piora tudo, porque provoca lesões”, acrescenta. Sem contar o risco de contaminação por microorganismos levados pelas mãos. Uma das conseqüências costuma ser a conjutivite.
No pronto-socorro
O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e o Centro de Pesquisas Meteorológicas Aplicadas à Agricultura, da Unicamp, andam investigando as internações provocadas pelo clima seco.
“Sabemos que a procura por socorro médico cresce, mas precisamos entender o porquê, além de identificar quem precisa de maiores cuidados, até para aparelhar o pronto-atendimento”, afirma Bento Cardoso dos Santos.
O que se nota é que a estiagem leva mais crianças com problemas respiratórios ao hospital, enquanto o clima muito frio provoca internação de idosos com males circulatórios. Ou seja, em princípio os pequenos são as maiores vítimas de tanta secura. Mais prontuários serão avaliados para que se possa elaborar uma agenda de ações preventivas.
Termômetro desregulado
O calor do nosso corpo é controlado pelo cérebro, graças a um sistema que, no fim das contas, usa basicamente a água para manter a temperatura interna adequada.
Se a umidade do ar diminui, esse sistema dispara sinais para o corpo poupar água. E, conseqüentemente, sem dispor de tanto líquido para baixar o calor onde for preciso, nosso termômetro interno fica destrambelhado.
Dentro do corpo
O organismo, esperto, tenta se readaptar para sofrer menos durante a estiagem. Mas nem sempre dá certo
Crie um oásis para o seu corpo
Sem medidas preventivas, numa espécie de efeito dominó, nariz, boca, garganta e brônquios são afetados. A mucosa nasal fica tão ressecada que pequenos vasos se rompem e sangram. Para piorar, aparecem feridas pequeninas que funcionam como porta de entrada para vírus e bactérias.
“E os pêlos nasais, cuja função é filtrar as partículas do ar, deixam de cumprir direito esse papel protetor, já que perdem a lubrificação”, explica Antonio Menon, otorrinolaringologista do hospital Sério Libanês, em São Paulo.
O efeito deserto segue para a garganta, que quase invariavelmente fica irritada. Engolir, então, passa a ser a maior dificuldade, principalmente para bebês e idosos. Aí vem a tosse, que agrava o quadro, numa bola-de-neve que cria acessos cada vez mais fortes.
Se as defesas estiverem em baixa, surgem laringites e faringites severas. Nos casos extremos, os brônquios são afetados. “Não à toa, as famosas bronquites lotam os pronto-socorros”, afirma Menon. Sem falar nas crises alérgicas e asmáticas.
Isoladamente, essas pequenas ocorrências já são uma grande chateação. Juntas, nem se fala. A saúde pode acabar seriamente afetada. “Sofre mais quem vive nos grandes centros urbanos, mas o corpo de certa forma se adapta a todas essas agressões”, contemporiza Ricardo Tardelli, diretor estadual de saúde na Secretaria de Estado da Saúde São Paulo.
O.k., mas não é tão simples: essa adaptação tem um preço e é isso o que preocupa. “Estaremos submetidos às más condições atmosféricas por muito tempo ainda. Então precisamos reduzir as conseqüências desses distúrbios”, diz o nefrologista Bento Cardoso dos Santos, da Universidade Federal de São Paulo e do Hospital Albert Einstein. Que tal começar agora? Procure adotar as recomendações abaixo.
Aprenda a aliviar os estragos provocados pela falta de umidade
1. Use colírio
Sem indicação do oftalmologista, só vale o produto que imita a composição da lágrima há diversas marcas disponíveis no mercado. É possível optar por soro fisiológico, mas então só compre as ampolas descartáveis. Ao serem destampados, os grandes frascos de soro podem ter seu conteúdo contaminado com o toque das mãos.
2. Pingue solução salina no nariz
Na estiagem a respiração fica difícil porque o nariz se entope mais facilmente, o que interfere na qualidade do sono. Para não acordar cansado, use algumas gotas de soro no nariz antes de dormir. É mais seguro comprar a solução apropriada para isso na farmácia, já que é estéril e não apresenta contra-indicações.
3. Alimente-se bem
As frutas são recomendáveis, sobretudo as que têm mais água, como melão, uva e melancia. Evite as comidas com muito sal e outros condimentos.
4. Cuidado com os esportes
Evite praticar atividades físicas entre 10h e 16h, especialmente se a temperatura estiver alta. Ora, no ar seco seu corpo precisa economizar água e o exercício vai fazer você suar e perder líquido. Fuja das ruas de grande movimento, onde se concentra maior quantidade de poluentes.
5. Tome muita, muita água mesmo
Não há uma quantidade mínima, mas lembre-se de beber um copo sempre que notar a boca seca. No caso de bebês ou idosos deve-se oferecer líquido constantemente, já que eles estão mais sujeitos à desidratação gente madura, aliás, por natureza não sente muita sede, aumentando esse risco. Sucos naturais também são bem-vindos.
6. Espalhe bacias de água no quarto
Sim, isso não deixa de ajudar. Mas prefira as que têm superfície maior para permitir uma boa evaporação.
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A compreensão do gesto
Respirar, sentir, movimentar-se. Assim, cada um de nós intensifica o contato com o corpo e o ajuda a liberar emoções reprimidas e dores físicas. Essa foi a conclusão de Alexander Lowen, pai da bioenergética, uma corrente de terapia corporal para a qual o corpo sempre fala a verdade.
Preste atenção em sua respiração. Você inspira pelo peito ou pelo abdômen? Como solta o ar ? Rápida ou lentamente ? É isso mesmo. As pessoas quase nunca observam como inspiram e expiram.
Essa análise do corpo humano é um dos pilares da bioenergética, uma linha de psicoterapia criada pelo médico americano Alexander Lowen entre as décadas de 1940 e 50. Para ele, ter o corpo vibrante e saudável é a chave de uma vida feliz. E isso nada tem a ver com malhação ou condicionamento físico orientado por caminhadas e exercícios aeróbicos e anaeróbicos.
O que Lowen descobriu é que toda musculatura contraída tem uma emoção guardada. E por isso, quando o corpo é exercitado e relaxado, ele consegue liberar emoções reprimidas, minimizando também os medos, as inseguranças e até a dor física.
O resumo deste trabalho, que revê a importância do corpo, acabou de sair em livro no Brasil: é a autobiografia de Lowen, Uma Vida para o Corpo (ed. Summus). A obra foi concluída em 2004, antes de o médico sofrer o derrame cerebral que tirou boa parte de sua fala e mobilidade aos 96 anos.
O QUE O CORPO ENSINA À MENTE E VICE-ERSA
Antes da bioenergética propriamente dita, nasceu a terapia corporal pelas mãos do psicanalista húngaro Wilhelm Reich, ex-discípulo de Freud (o pai da psicanálise), que resgatou a importância do corpo para a compreensão das emoções e dos sentimentos.
“Freud se preocupava com o que o paciente falava e Reich observava como ele falava, analisando sua respiração e expressão corporal”, diz o médico e psicoterapeuta Ricardo Amaral Rego, diretor do Instituto Brasileiro de Psicologia Biodinâmica.
Reich rompeu com a separação entre corpo e mente, tão comum nas terapias de então. Ele compreendeu que o que afeta o corpo repercute na mente, e vice-versa. Também passou a estudar como o corpo é regido e conduzido por uma energia que ele batizou de orgônio- conhecida por ch’i na medicina tradicional chinesa e por prana pelos hindus.
O trabalho de Reich era inovador para a psicanálise e para a sociedade ocidental, pois defendia que a vitalidade dessa energia contribui para o bem-estar do ser humano. Empolgado, ele mergulhou em pesquisas para descobrir a origem dessa energia e deixou aberto o campo para estudos da correlação mente/corpo.
“Nesse vácuo, Lowen, ex-paciente e aluno de Reich, encontrou espaço para sistematizar o trabalho do mestre”, explica o psicoterapeuta Rubens Kignel, de São Paulo.
ENERGIA VIBRANTE
Lowen partiu do princípio de que a boa relação entre corpo, mente e energia é a base para uma vida plena. Na prática, se a pessoa está triste devido a uma perda, ela se sente enfraquecida para reagir porque o organismo não produz a energia de que ela precisa para se animar.
Por isso, o terapeuta acredita ser difícil alguém deprimido ficar bem e pensar positivamente se seu nível de energia estiver baixo. Aí entra a análise bioenergética: para resolver o descompasso. A fórmula conta com um equilíbrio na equação mente/corpo/energia, com base no estudo dos estados emocionais e energéticos do corpo.
Numa sessão de bioenergética, além de conversar como em qualquer outro tipo de psicoterapia, o terapeuta pede que o paciente faça alguns exercícios físicos. O objetivo é destravar tensões musculares- geradas por estresse, tristeza, ansiedade e problemas psicológicos- e levar a pessoa a respirar livremente, já que a emoção interfere no fluxo respiratório.
“Por conta dos seus problemas emocionais, um paciente pode aprisionar a respiração, isto é, entrar num padrão de inspirações e expirações curtas e apressadas, que tensionam os músculos e distanciam o indivíduo do contato com o seu corpo”, afirma Liane Zink, diretora do Instituto Brasileiro de Análise Bioenergética, ex-aluna de Lowen. Os exercícios da bioenergética colaboram para a respiração fluir novamente.
PRESENTE NA VIDA
O resultado da terapia é um ser humano mais integrado consigo mesmo, seus desejos, sua verdade e, conseqüentemente, mais presente em tudo o que acontece na vida. “Diminui aquela sensação de estar sendo levado pelos acontecimentos, de viver no piloto automático”, considera Rubens Kignel.
Essa consciência é trabalhada por meio do conceito de grounding (o fundamento mais importante da bioenergética), que significa “estar enraizado”. Para sentir o corpo enraizado, Lowen desenvolveu exercícios que mesclam respiração e posturas.
“Após esses exercícios, a pessoa percebe que está inteira numa relação- seja ela amorosa, de trabalho, com os filhos ou com seus valores. O grounding pode mostrar os medos do paciente, fazendo-o enfrentá-los”, explica Liane.
Estar cheio de vida e energia é a idéia loweniana de saúde física e mental. Manter essa ligação dá ao ser humano a possibilidade de se expressar livremente e alcançar a graciosidade. Afinal, como o pai da bioenergética diz: “Na ausência do sentir, o movimento se torna mecânico e as idéias se tornam abstrações”.
Se é verdade que alguns distúrbios diminuem a graça do corpo e debilitam sua saúde, também é fato que o resgate dessa graça recupera o bem-estar. “O paciente aprende a estar com o melhor de si e a aceitar que existem incompletudes, mas que é possível viver em harmonia assim”, afirma Kignel.
OUTRAS LEITURAS DOS MOVIMENTOS
Além de Alexander Lowen, outros psicoterapeutas neo-reichianos desenvolveram trabalhos importantes no campo da terapia corporal, como a biodinâmica e a biossíntese.
Biodinâmica
Foi criada no fim da década de 1960 pela psicóloga e fisioterapeuta norueguesa Gerda Boyesen. “Ela desenvolveu uma terapia mais suave e maternal que a bioenergética. As sessões misturam fala e exercícios, mas a parte física é menos incisiva que na terapia de Alexander Lowen. A técnica trabalha as questões do paciente com mais leveza e resgata a criança interior”, explica Ricardo Amaral Rego, diretor do Instituto Brasileiro de Psicologia Biodinâmica.
Dado o vasto conhecimento de Gerda sobre as características da musculatura, ela desenvolveu um método de massagem que visa desbloquear músculos e tecidos do corpo.
Biossíntese
Com base no estudo do desenvolvimento do feto na década de 1970, o pedagogo e psicoterapeuta inglês David Boadella entendeu a influência que o feto recebe da mãe e do meio ambiente e concebeu dois conceitos fundamentais da biossíntese- o útero receptivo e o útero rejeitador ao bebê.
Dependendo de como foi a relação mãe/feto, o bebê pode se tornar um adulto receptivo ou rejeitador a pessoas, situações e desafios da vida. “Boadella também desenvolveu conceitos de movimento e postura. Cada uma delas está ligada a situações de abrir-se e fechar-se a si e ao mundo”, explica o psicoterapeuta Rubens Kignel.
Independentemente da linha, o fato é que as terapias corporais se mostram muito úteis para levar o homem a olhar mais para seu corpo e compreender que o bem-estar físico e mental são unos e uma valiosa ferramenta para o entendimento de si próprio.
Preste atenção em sua respiração. Você inspira pelo peito ou pelo abdômen ? Como solta o ar ? Rápida ou lentamente? É isso mesmo. As pessoas quase nunca observam como inspiram e expiram.
Essa análise do corpo humano é um dos pilares da bioenergética, uma linha de psicoterapia criada pelo médico americano Alexander Lowen entre as décadas de 1940 e 50. Para ele, ter o corpo vibrante e saudável é a chave de uma vida feliz. E isso nada tem a ver com malhação ou condicionamento físico orientado por caminhadas e exercícios aeróbicos e anaeróbicos.
O que Lowen descobriu é que toda musculatura contraída tem uma emoção guardada. E por isso, quando o corpo é exercitado e relaxado, ele consegue liberar emoções reprimidas, minimizando também os medos, as inseguranças e até a dor física.
O resumo deste trabalho, que revê a importância do corpo, acabou de sair em livro no Brasil: é a autobiografia de Lowen, Uma Vida para o Corpo (ed. Summus). A obra foi concluída em 2004, antes de o médico sofrer o derrame cerebral que tirou boa parte de sua fala e mobilidade aos 96 anos.
O QUE O CORPO ENSINA À MENTE, E VICE-VERSA
Antes da bioenergética propriamente dita, nasceu a terapia corporal pelas mãos do psicanalista húngaro Wilhelm Reich, ex-discípulo de Freud (o pai da psicanálise), que resgatou a importância do corpo para a compreensão das emoções e dos sentimentos.
“Freud se preocupava com o que o paciente falava e Reich observava como ele falava, analisando sua respiração e expressão corporal”, diz o médico e psicoterapeuta Ricardo Amaral Rego, diretor do Instituto Brasileiro de Psicologia Biodinâmica.
Reich rompeu com a separação entre corpo e mente, tão comum nas terapias de então. Ele compreendeu que o que afeta o corpo repercute na mente, e vice-versa. Também passou a estudar como o corpo é regido e conduzido por uma energia que ele batizou de orgônio- conhecida por ch’i na medicina tradicional chinesa e por prana pelos hindus.
O trabalho de Reich era inovador para a psicanálise e para a sociedade ocidental, pois defendia que a vitalidade dessa energia contribui para o bem-estar do ser humano. Empolgado, ele mergulhou em pesquisas para descobrir a origem dessa energia e deixou aberto o campo para estudos da correlação mente/corpo.
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Barulho de mais, saúde de menos
Estresse, insônia e infecções dos mais diversos tipos compõem a lista de encrencas que a poluição sonora pode causar
Decibéis muito acima do tolerável ocupam hoje o terceiro lugar no ranking de problemas ambientais que mais afetam populações do mundo inteiro, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) — a poluição do ar e a da água estão na dianteira. Não se trata de simples incômodo. Barulho mata. Só por infarto, são 210 mil vítimas fatais todo ano — aponta um relatório da OMS que deveria, este sim, sair da surdina para soar em alto volume. “A poluição sonora ainda não recebeu a devida atenção”, lamenta o neurofisiologista Fernando Pimentel-Souza, da Universidade Federal de Minas Gerais, um dos maiores estudiosos brasileiros dos efeitos da poluição acústica na saúde humana.
Com tanto zunzunzum de carros, buzinas, telefones, eletrodomésticos, tocadores de MP3, um número incalculável de pessoas passou a sofrer, além dos óbvios distúrbios auditivos, de dor de cabeça crônica, hipertensão, alterações hormonais e insônia. “Somos assaltados o tempo inteiro por ruídos altíssimos”, nota o otorrinolaringologista Arnaldo Guilherme, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Só para você ter uma idéia, o trânsito em cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Salvador alcança facilmente os 80 decibéis, o mesmo que um liquidifi cador ligado a 1 metro de distância. E, de acordo com a OMS, todo e qualquer som que ultrapasse os 55 decibéis já pode ser considerado nocivo para a saúde. “As pessoas não se dão conta do problemão a que estão expostas porque as conseqüências não são imediatas, elas vão se acumulando e só aparecem com o tempo”, diz Guilherme.
Seria preciso viver isolado feito um ermitão para passar incólume pelo estresse acústico, carga de tensão que age como gatilho para todas as encrencas relacionadas à vida moderna e barulhenta. “Como, na prática, isso é impossível para a maioria nos grandes centros urbanos, o corpo entra numa espécie de alerta. A musculatura fica tensionada, o coração dispara, a pressão arterial sobe, o estômago fica cheio de suco gástrico e o intestino trabalha bem devagarinho”, descreve o especialista.
“Muito barulho também provoca grande agitação, além de dificultar a concentração”, afirma o otorrinolaringologista Arnaldo Guilherme. Quem trabalha em locais onde o nível de ruído vai às alturas sabe disso muito bem. “Às vezes a pessoa sente dificuldade para relaxar até quando
chega em casa, de tão elétrica que ficou durante o dia”, completa Guilherme. Tanta excitação assim costuma levar a quadros de hiperatividade, agressividade, mau humor, depressão e até bipolaridade.
NOITES MALDORMIDAS
“Enquanto os outros sentidos descansam durante o sono, os ouvidos, ao contrário, se mantêm em estado de alerta”, explica o engenheiro ambiental Eduardo Murgel, especialista em acústica em São Paulo. Quando os sons não passam dos 35 decibéis — nível encontrado em uma biblioteca, por exemplo —, a noite corre tranqüila e sem sobressaltos. Mas acima disso o sono vai ficando cada vez mais superficial, mesmo que não se chegue a acordar de fato com o barulho.
“Se, durante a noite, o nível de ruído atinge os 75 decibéis, como em uma rua movimentada, há uma perda de 70% nos estágios profundos do descanso, fundamentais para a consolidação da memória e do aprendizado e também para a renovação das células do corpo”, ressalta o neurofisiologista Fernando Pimentel-Souza. Isso explica por que muita gente se sente sonolenta e cansada após passar uma noite em local barulhento. “Pular as etapas de sono profundo deixa a pessoa menos inteligente e criativa”, acrescenta Pimentel-Souza de forma categórica.
PSIUUUUU !
Saiba o que fazer para se proteger de tanto barulho
- Alguns minutos de meditação por dia ajudam a interromper o estresse acústico. Sente-se confortavelmente e procure fi car em silêncio, observando apenas a sua respiração. Deixe os pensamentos passarem por sua cabeça e não tente se concentrar em nenhum deles.
- Quem mora perto de vias movimentadas deve equipar as janelas com vidros duplos, que dificultam a passagem do som. Cortinas e móveis também ajudam a minimizar os ruídos vindos da rua. Outro recurso são os protetores de ouvido feitos de silicone para a hora de dormir. Em certos casos, eles vão bem até no trabalho.
- No trânsito, evite ficar com o som ligado dentro do carro, já que ele compete com a zoeira lá de fora. Se a barulheira for infernal, feche os vidros e ligue o ar. Relaxe, procurando ignorar os sons externos.
CHEEEGA !
Qualquer som acima dos 55 decibéis é interpretado pelo organismo como uma agressão. Para preparar sua defesa, o cérebro ordena que as supra-renais, glândulas localizadas acima dos rins, liberem boas doses de cortisol e adrenalina, os hormônios do estresse. Esse é o gatilho para uma série de reações:
Órgãos genitais: passam a receber menos sangue. O homem fica com dificuldade de ereção e a mulher pode perder o desejo sexual.
Cérebro: a pressão intracraniana sobe e a cabeça dói. A concentração e a memória ficam prejudicadas pela ação dos hormônios do estresse, que ainda levam a uma sensação de exaustão, gerando agressividade.
Músculos: eles se contraem ao máximo e começam a liberar na corrente sangüínea uma série de substâncias inflamatórias.
Pulmões: a respiração se acelera e esses órgãos passam a funcionar a toda velocidade. Com o tempo, a sensação de cansaço é inevitável.
Coração: ele começa a bater rapidamente e de maneira descompassada. Os vasos sangüíneos se contraem e a pressão arterial sobe. O risco de infarto e derrame cresce.
Sistema digestivo: o estômago passa a fabricar suco gástrico além da conta, o que pode levar à gastrite e à úlcera. Já o intestino praticamente trava. O resultado é prisão de ventre.
Decibéis muito acima do tolerável ocupam hoje o terceiro lugar no ranking de problemas ambientais que mais afetam populações do mundo inteiro, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) — a poluição do ar e a da água estão na dianteira. Não se trata de simples incômodo. Barulho mata. Só por infarto, são 210 mil vítimas fatais todo ano — aponta um relatório da OMS que deveria, este sim, sair da surdina para soar em alto volume. “A poluição sonora ainda não recebeu a devida atenção”, lamenta o neurofisiologista Fernando Pimentel-Souza, da Universidade Federal de Minas Gerais, um dos maiores estudiosos brasileiros dos efeitos da poluição acústica na saúde humana.Com tanto zunzunzum de carros, buzinas, telefones, eletrodomésticos, tocadores de MP3, um número incalculável de pessoas passou a sofrer, além dos óbvios distúrbios auditivos, de dor de cabeça crônica, hipertensão, alterações hormonais e insônia. “Somos assaltados o tempo inteiro por ruídos altíssimos”, nota o otorrinolaringologista Arnaldo Guilherme, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Só para você ter uma idéia, o trânsito em cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Salvador alcança facilmente os 80 decibéis, o mesmo que um liquidifi cador ligado a 1 metro de distância. E, de acordo com a OMS, todo e qualquer som que ultrapasse os 55 decibéis já pode ser considerado nocivo para a saúde. “As pessoas não se dão conta do problemão a que estão expostas porque as conseqüências não são imediatas, elas vão se acumulando e só aparecem com o tempo”, diz Guilherme.
Seria preciso viver isolado feito um ermitão para passar incólume pelo estresse acústico, carga de tensão que age como gatilho para todas as encrencas relacionadas à vida moderna e barulhenta. “Como, na prática, isso é impossível para a maioria nos grandes centros urbanos, o corpo entra numa espécie de alerta. A musculatura fica tensionada, o coração dispara, a pressão arterial sobe, o estômago fica cheio de suco gástrico e o intestino trabalha bem devagarinho”, descreve o especialista.
“Muito barulho também provoca grande agitação, além de dificultar a concentração”, afirma o otorrinolaringologista Arnaldo Guilherme. Quem trabalha em locais onde o nível de ruído vai às alturas sabe disso muito bem. “Às vezes a pessoa sente dificuldade para relaxar até quando
chega em casa, de tão elétrica que ficou durante o dia”, completa Guilherme. Tanta excitação assim costuma levar a quadros de hiperatividade, agressividade, mau humor, depressão e até bipolaridade.
NOITES MALDORMIDAS
“Enquanto os outros sentidos descansam durante o sono, os ouvidos, ao contrário, se mantêm em estado de alerta”, explica o engenheiro ambiental Eduardo Murgel, especialista em acústica em São Paulo. Quando os sons não passam dos 35 decibéis — nível encontrado em uma biblioteca, por exemplo —, a noite corre tranqüila e sem sobressaltos. Mas acima disso o sono vai ficando cada vez mais superficial, mesmo que não se chegue a acordar de fato com o barulho.
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Cabelos - Devolver o brilho
INGREDIENTES :
COMO ÓLEO MACADÂMIA, JOJOBA E LEITE
Você sabia que óleo de macadâmia extraído da fruta confere brilho e sedosidade aos fios danificados e secos. O leite, rico em ácido láctico, gorduras, aminoácidos, vitaminas e cálcio, hidrata. E o óleo de jojoba promove emoliência (maciez) e tem ação antioxidante ( contra a ação do sol ).
RECEITA :
Bata 3 nozes, 1 copo de leite e 1 colher de sopa de óleo de jojoba no liquidificador.
Umedeça o cabelo, aplique o creme mecha a mecha com os dedos e espalhe uniformemente em todos os fios.
Cubra a cabeça com uma touca.
Se ela for térmica, deixe agir por 20 minutos. Se não, aumente o tempo para 40 minutos.
Enxágue com água fresca.
Aplique a cada 15 dias.
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Escrito por fitoenergetico em
Pão Integral
Experimente, veja como é fácil !
Ingredientes :
3 xícaras de água morna
1 xícara de óleo
3 ovos
1 colher de sopa de sal
1 xícara de açúcar mascavo
1 xícara de farelo de trigo
1 xícara de germen de trigo
2 xícaras de trigo integral (fino)
2 xícaras de aveia em flocos ou farinha de aveia
2 colheres de fermento de pão granulado
Aproximadamente 1 kg de trigo
Modo de Fazer :
Misture o óleo, os ovos, o sal e o açúcar mascavo. Mexa e coloque o farelo de trigo, o germe de trigo e a água morna. Misture e acrescente o fermento, o trigo integral e a aveia. Misture novamente e coloque trigo até ficar uma massa dura. Leve para crescer por aproximadamente de uma a duas horas. Divida a massa em três partes. Enrole o pão e coloque em assadeiras de bolo inglês untada com óleo e deixe crescer por mais ou menos de uma a duas horas, até que o pão fique bem crescido. Leve para assar em forno médio por aproximadamente 40 minutos.
Dica: os produtos deste pão você pode encontrar no mercado, na parte de produtos naturais e diets.
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Escrito por fitoenergetico em
Cólicas Menstruais combater suco
1/2 xícara de salsa
2 colheres de sopa de alecrim
1 tomate
Modo de fazer :
Bata no liquidificador com uma xícara quase cheia de água, coe e use antes do almoço.
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Escrito por fitoenergetico em
Esfoliação com aveia e mel
Ingredientes :
2 colheres de sopa de aveia
2 colheres de sopa de me
1 gaze
Modo de fazer :
Lave o rosto com água morna e use um sabonete neutro.Umedeça a aveia na água fria e com a gaze espalhe-a pelo rosto em movimentos circulares. Em seguida, enxágüe o rosto com água gelada e passe o mel, deixando por 15 minutos.
Lave novamente o rosto com água gelada e passe, em seguida um creme hidratante. A esfoliação pode ser feita semanalmente
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Escrito por fitoenergetico em
Fim dos pêlos encravados
Se a sua pele está sendo castigada por pêlos encravos, a melhor solução é uma esfoliação caprichada. Veja aqui uma receita natural:
Ingredientes :
1 xícara de creme hidratante corporal
2 colheres de sal marinho ( à venda em supermercados na sessão de produtos naturais)
1 colher de mel
Modo de fazer :
misture os ingredientes até formar uma pasta homogênea. Se preferir, pode até bater no liquidificados. A receita é suficiente para as duas pernas.
Modo de usar :
Massageie o local com uma bucha vegetal com movimentos circulares suaves (seu uso ajuda a remover as células mortas e a desobstruir os poros).
Coloque uma toalha umedecida com chá de camomila quente ( 1 xícara de água para uma colher de sopa de camomila) sobre a pele para abrir os poros por cinco minutos.
Aplique o esfoliante, com as mãos, fazendo movimentos leves e circulares, caprichando nas áreas mais afetadas. Lave bem o local com água morna e sabonete neutro. Aplique um hidratante não oleoso para não tornar a obstruir os poros.
Em regiões mais ressecadas, como joelhos, calcanhares e cotovelos, use um creme mais espesso.
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